Rolagem decepciona e dólar reverte, fechando em alta de 0,79%, cotado a R$ 3,434

No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou esta sexta-feira em alta de 0,40%, cotada a R$ 3,52

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SÃO PAULO – Durante boa parte do pregão desta sexta-feira o dólar operou em queda, dando continuidade ao movimento apresentado na última sessão e refletindo a expectativa de alguns investidores de que a cotação da moeda norte-americana pudesse cair ainda mais, tendo em vista a possibilidade de entrada de mais recursos estrangeiros no país.

O mercado vinha sendo positivamente influenciado pelas sucessivas quedas registradas pelo risco país nos últimos dias, embora agora siga calculado a 1.084 pontos base, frente aos 1.081 da última sessão. Além disso, contribuía para o otimismo interno a tendência de desaceleração da inflação, evidenciadas pelas prévias do IGP-M e IPC-Fipe, assim como pelo IGP-DI e IPCA.

No entanto, o fraco resultado da rolagem de cambiais antecipada pelo Banco Central para esta sexta-feira, aliada ao aumento da preocupação em torno da questão do Iraque, após declarações do presidente do Chile, contribuiu para que o dólar revertesse sua tendência e encerrasse as negociações em alta.

IPCA fica em 1,57% e sinaliza desaceleração

A inflação medida pelo IPCA, divulgado pelo IBGE, também indicou desaceleração em fevereiro, assim como os últimos indicadores inflacionários anunciados. O índice registrou variação positiva de 1,57% no último mês, abaixo dos 2,25% apurados em janeiro e inferior às projeções dos analistas de mercado, que apontavam para inflação de 1,60% no período.

BC antecipa operação e rola 26% da dívida de 1º de abril

Há pouco o Banco Central anunciou o resultado da rolagem antecipada de US$ 3,1 bilhões em títulos swaps cambiais que vencem em 1º de abril. Para substituí-los, a autoridade monetária ofertou 37,5 mil contratos de swaps, dos quais foram vendidos 18.030.

Do montante oferecido pela autoridade monetária, de US$ 1,56 bilhão, foram vendidos apenas US$ 802 milhões, o que corresponde a 26% da dívida total. Tendo ficado o resultado da rolagem aquém das expectativas dos investidores, este fator contribuiu para a reversão do dólar ao final da sessão.

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Lotes foram oferecidos em seis vencimentos

Dos 6.300 títulos cambias oferecidos pelo Banco Central com vencimento para 15 de outubro, foram vendidos 1.660 à taxa linear de 9,62%. Já dos 6.400 swaps oferecidos com vencimento para 01 de dezembro, foram vendidos 4.500 à taxa média de 10,02%.

Em relação ao terceiro lote, com vencimento previsto para 01 de abril de 2004, foram ofertados 11.100 títulos e vendidos 8.600 à taxa média de 10,88%. Já para os lotes oferecidos a vencer em 01 de julho de 2004 e 01 de outubro de 2004, não foi aceita nenhuma oferta.

Finalmente, dos 3.700 títulos cambiais oferecidos pelo BC com vencimento para 03 de janeiro de 2005, foram vendidos 2.350 à taxa linear de 12,94% e dos 2.900 swaps com vencimento para 03 de abril de 2006 foram vendidos 920 à taxa média de 12,93%.

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FRA de cupom cambial fecha em queda

O FRA de cupom cambial para maio de 2003 fechou a 5,80%, frente aos 5,65% do fechamento de quinta-feira. Já o contrato referente a junho de 2003, permaneceu em 6,80% conforme foi apurado na última sessão.

Dólar reverte e fecha em alta de 0,79%

O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,4340 na compra e R$ 3,4340 na venda, forte alta de 0,79% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,5230, representando um ágio de 2,59% em relação ao dólar comercial.

Nesta semana o dólar acumulou queda de 1,89% e, apesar da alta desta sexta-feira, a moeda dos Estados Unidos registra desvalorização de 3,78% em março, frente à alta de 1,48% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,24%.

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Dólar futuro na BM&F também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril encerrou o dia cotado a R$ 3.465, forte alta de 0,76% em relação ao fechamento de R$ 3.439 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em alta de 0,57%, atingindo R$ 3.503 frente a R$ 3.483 do fechamento de ontem.