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SÃO PAULO – O Banco Central do Brasil reportou na última terça-feira a Nota do Mercado Aberto referente ao mês de fevereiro, pela qual verificou-se que o prazo médio da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DMPFi) manteve-se praticamente estável em relação a janeiro, alcançando 32,27 meses contra 32,43 meses no mês anterior.
Contudo, considerando-se o prazo médio das emissões em novas ofertas públicas, registrou-se um aumento de 11,92 para 14,04 meses. Tal elevação decorreu principalmente do alongamento do prazo médio das NTN (Notas do Tesouro Nacional), títulos corrigidos pela variação do IGP-M. Neste sentido, o prazo médio destes títulos passou de 65,42 meses em dezembro para 86,58 meses em fevereiro, considerando-se as NTN-B e NTN-C.
Alongamento do prazo é tendência dentre os títulos
Assim como no caso das NTN-B e NTN-C, os demais títulos emitidos pelo Tesouro registraram um alongamento do prazo médio de emissão, resultado da maior confiança dos investidores na consistência política do governo federal.
Neste sentido, as LTN (Letras do Tesouro Nacional), títulos pré-fixados, registraram um prazo médio de 7,23 meses em fevereiro, contra o prazo médio de 1,51 mês registrado em outubro de 2002, por ocasião de sua última emissão. Além de obter sucesso na emissão, o que não ocorreu em boa parte do quarto trimestre do ano passado, este prazo foi o mais longo desde abril de 2002, quando havia atingido 9,48 meses.
Já as LFT (Letras Financeiras do Tesouro), títulos com rentabilidade pós-fixada com base na taxa Selic, registraram uma leve elevação do prazo médio, que passou de 11,92 meses em janeiro para 12,00 meses em fevereiro. As NTN-D, títulos corrigidos pela variação cambial, não foram emitidos novamente, em função da estratégia de venda de swaps cambiais.
Maior confiança dos investidores favorece maiores prazos
A tendência de alongamento dos prazos médios de emissão dos títulos do Tesouro Nacional reflete basicamente a maior confiança dos investidores em relação ao governo federal, que tem sinalizado compromisso com a austeridade fiscal e monetária nos primeiros meses de gestão.
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Vale salientar que os títulos do Tesouro registraram uma forte redução nos prazos médios de emissão a partir de junho de 2002, por conta do furor eleitoral e das incertezas dos investidores quanto ao novo governo. No caso das NTN-B e NTN-C, por exemplo, o prazo médio de emissão registrado em novembro foi de 39,63 meses, bem inferior à média de 92,14 meses alcançada em junho.
Fato semelhante ocorreu com as LFT, que registraram um prazo médio de 5,76 meses em novembro, contra uma média de 24,75 meses alcançada em maio. Faz-se necessário destacar que o prazo médio destes títulos alcançava 48,81 meses em dezembro de 2000, período no qual a confiança dos investidores na economia brasileira ainda era elevada.