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SÃO PAULO – Em fevereiro a dívida total líquida do setor público brasileiro atingiu R$ 904,365 bilhões, ou cerca de 56,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Do total da dívida líquida, o governo federal respondia por R$ 590,80 bilhões, os governos estaduais eram responsáveis por R$ 265,32 bilhões, enquanto os governos municipais ficaram com R$ 36,216 bilhões e as empresas estatais com R$ 27,7 bilhões.
A dívida líquida em fevereiro apresentou uma leve alta, tanto em termos nominais como em termos absolutos, em relação ao mês de janeiro, quando chegou a R$ 888,90 bilhões, ou 56,2% do PIB.
Porém, mesmo com a redução, o patamar atual é extremamente elevado, uma vez que no final de 2001 a dívida líquida total do governo brasileiro somava R$ 660,87 bilhões, representando 52,6% do PIB.
Maior parte da dívida é interna
Do total da dívida líquida do setor público, cerca de 74,53% são referentes à dívida interna. A dívida líquida interna ficou em R$ 674,05 bilhões em fevereiro, correspondendo a 42,2% do PIB. Já em janeiro, a dívida havia ficado em R$ 666,05 bilhões, quando representava 42,1% do produto interno bruto.
Dívida líquida federal representa 39,3% do PIB
A dívida líquida do governo federal, incluindo os endividamentos interno e externo, representou 37% do PIB brasileiro, ao atingir R$ 590,80 bilhões em fevereiro, registrando alta de 1,62% em relação aos R$ 581,34 bilhões de janeiro, quando equivalia a 36,8% do PIB.
Já a dívida interna líquida do governo federal no mês de fevereiro, que exclui a parcela referente à dívida externa, foi de R$ 330,36 bilhões, ou 20,7% do PIB, contra R$ 325,48 bilhões, ou 20,6% do PIB em janeiro.
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É importante destacar que este total inclui a dívida mobiliária do Tesouro Nacional, que atingiu R$ 561,36 bilhões, o passivo de R$ 203,83 bilhões com o Banco Central, além de diversos créditos, como a parcela da dívida estadual devida ao governo federal e os recursos do FAT.
Dívida interna do BC foi de 2,8% do PIB
A dívida interna líquida do Banco Central foi da ordem de R$ 44,74 bilhões em fevereiro, equivalente a 2,8% do PIB, frente aos R$ 45,43 bilhões do mês de janeiro. A maior parte do passivo do Banco Central diz respeito à dívida mobiliária do Bacen, que chegou a R$ 59,93 bilhões, à base monetária, além de depósitos junto ao Banco Central. Por outro lado, o Bacen tem a receber R$ 203,83 bilhões do Tesouro Nacional.
Maior parte da dívida dos estados é com o governo federal
A dívida interna dos governos estaduais mostrou crescimento em fevereiro, atingindo o montante de R$ 246,32 bilhões, o que representa 15,4% do PIB. Em janeiro a dívida também representava 15,4%, ao ficar em R$ 242,74 bilhões. Cerca de 80,4% da dívida dos estados, ou R$ 198 bilhões no final de fevereiro, era com o governo federal.
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Dívida subiu, com maior necessidades de financiamento
A dívida do setor público subiu entre janeiro e fevereiro, devido ao aumento das necessidades de financiamento e ao impacto cambial sobre a dívida mobiliária interna indexada ao dólar e sobre a dívida externa líquida.
Para os próximos meses, espera-se mudanças no perfil da dívida, tornando-a menos vulnerável. O Banco Central tem agido no sentido de reduzir a parcela de suas dívidas atreladas à Selic e ao câmbio, utilizando a melhora da conjuntura econômica para aumentar sua exposição em títulos pré-fixados e em índices de preços.