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SÃO PAULO – A combinação de aumento do desemprego, acirramento da concorrência no mercado de trabalho e necessidade de melhorar a capacidade de produção estão levando muitos trabalhadores a apresentarem sintomas de estresse numa escala considerada gravíssima.
Embora o estresse já seja considerado um sintoma normal na sociedade atual, os especialistas esclarecem que o chamado estágio de burnout, que representa o estágio máximo num caso de estresse, pode tornar uma pessoa incapaz de exercer qualquer atividade.
Brasil ocupa segunda posição do ranking mundial
De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros apresenta sintomas de burnout no período compreendido entre 2001 e 2002.
Segundo a ISMA, que é uma organização é responsável pelo estudo, prevenção e tratamento do estresse, o Brasil atualmente se encontra na segunda posição no ranking elaborado pela entidade que acompanhou a situação em oito países no mundo.
O primeiro lugar foi ocupado pelos trabalhadores japoneses, onde cerca de 70% da população ativa apresenta sintomas de burnout. Na ocasião, foram entrevistados trabalhadores do Brasil, Japão, EUA, Alemanha, França, China, Israel, Fiji e na cidade de Hong Kong. Já em Fuji, na Oceania, apenas 2% dos trabalhadores apresentaram esses sintomas.
Identificação começa no trabalho
Para identificar o problema é necessário avaliar primeiramente o ambiente de trabalho, já que nessa situação, em geral, ocorrem os maiores casos de burnout. Dentre os principais responsáveis pela doença estão a carga horária excessiva, a inversão de turno e atividades monótonas.
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Em seguida são realizados diversos exames com os trabalhadores, com base na identificação de sintomas em casos de depressão, como ansiedade, dificuldade em dormir, falhas na memória, taquicardia e depressão. Se esses sintomas forem encontrados em mais de 15% dos trabalhadores de uma mesma empresa, é diagnosticado o burnout.
É válido lembrar que, esses sintomas ocorrem, principalmente, no ambiente de trabalho, onde as pessoas estão mais expostas a situações de estresse. Um ambiente muito competitivo com carga horária indefinida pode acarretar o aparecimento da doença. Nesse caso, o trabalhador começa a ficar ansioso para ir embora, e demonstra constantemente, irritação no local.
Desse modo, a empresa precisa realizar mudanças no ambiente de trabalho de forma a reduzir os casos da doença. Além disso, é necessário apoio externo, da família e dos amigos em relação ao trabalhador com a doença. Vale ressaltar que, se for avaliado esse diagnóstico, não adianta promover mudanças dos trabalhadores, porque a doença sempre incidirá sobre alguém.
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Maior incidência ocorre no ambiente de trabalho
Afinal, o ambiente de trabalho deve promover inspiração e condições de infra-estrutura para que os trabalhadores possam exercer um bom trabalho. Em ambientes, onde os funcionários apresentam o sintoma de burnout, é comum ocorrerem problemas na equipe de trabalho, em função do excesso de agressividade ou de passividade dos trabalhadores.
Além disso, os trabalhadores perdem a objetividade, o que pode colocar em risco o desempenho da própria empresa. Para reduzir o nível de estresse, a organização aconselha que os trabalhadores melhorem a alimentação, reservem parte do tempo para atividades de lazer e prática de exercícios.