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SÃO PAULO – O dólar comercial segue a trajetória descendente verificada na última segunda-feira e opera em baixa nesta terça-feira. Assim, o menor temor de guerra, evidenciado após a divulgação do relatório dos inspetores da ONU, afirmando que não foram encontradas armas de destruição em massa no Iraque, permitem um alívio de curto prazo, com o mercado apostando em uma postergação do provável conflito no Oriente Médio. Além disso, as atenções do mercado devem estar voltadas para o início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que deverá divulgar, na próxima quarta-feira, o novo patamar da taxa de juros básica da economia, a Selic. Finalmente, a decisão anunciada pelo Banco Central na última semana também contribui para aliviar a pressão sobre o câmbio. A autoridade monetária afirmou que não irá recomprar dos bancos o montante que os mesmos irão receber na liquidação de financiamentos à exportação concedidos com base nas linhas externas do BC em dólares, mas sim em reais. Desta forma, deixarão de sair do mercado US$ 1,484 bilhão. Com isso, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 3,587 na compra e R$ 3,592
Copom inicia reunião mensal
O mercado aposta em nova elevação de juros em função das adversidades nos cenários doméstico e internacional. No âmbito local, a inflação ainda preocupa os investidores, visto que a alta dos preços medida pelo IPCA chegou a 2,25% em janeiro, podendo comprometer a meta ajustada de 8,5% projetada pelo Banco Central.
Além disso, a inflação não vem mostrando sinais de desaceleração, como evidenciado pela expressiva alta registrada pelo IPCA e IPC (Fipe). No âmbito externo, a iminência de um conflito armado entre EUA e Iraque tende a diminuir o apetite a risco dos investidores externos e, desta forma, resta ao BC oferecer juros maiores para conseguir vender seus títulos.
Medida do BC alivia pressão
Com isso, ao receber os dólares dos exportadores, os bancos terão de vendê-los no mercado e entregar o equivalente em reais ao Banco Central, o que deve diminuir a pressão sobre a Ptax, devido à maior oferta de divisas. Além disso, não seria interessante para os bancos, nesse caso, que a Ptax suba, uma vez que a dívida com o BC também se eleverá.
Dólar segue em baixa nesta terça-feira
na venda, em forte baixa de 1,02% em relação ao fechamento anterior.
Apesar da
variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra alta de 2,05%
neste mês de fevereiro e uma valorização de 1,13% desde o início do ano.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,609, representando um ágio de 0,61%
em relação ao dólar comercial.