ANS lança ranking das piores operadoras de saúde

Seguindo metodologia adotada pelo Banco Central para bancos e consórcios, ANS lança ranking de reclamações para operadoras, que serão divididas por tamanho

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SÃO PAULO – Seguindo tendência já adotada pelo Banco Central para os bancos e consórcios, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou nesta semana um ranking de reclamações que deve permitir aos consumidores avaliar a qualidade de atendimento das operadoras de planos de saúde.

Assim como acontece com o ranking do Banco Central, o novo índice deve ser atualizado mensalmente e poderá ser consultado diretamente no site da própria ANS (www.ans.gov.br). O índice expressa a relação entre o número de reclamações sobre o total de beneficiários informados pela operadora, e, feito isto o resultado é multiplicado por 10 mil.

Comparação entre iguais

O ranking será dividido em três grupos de acordo com o tamanho das empresas, (grande, média e pequena). Desta forma, é possível comparar empresas de mesma natureza, o que não seria possível se não houvesse a divisão. Como se verifica abaixo, quanto menor o porte da empresa maior é o índice de reclamações.

Na primeira categoria devem ser incluídas as empresas com mais de 50 mil clientes, no segundo grupo empresas com entre 10 mil e 50 mil clientes, e o último grupo inclui as empresas de menos de 10 mil clientes.

Para efetuar sua reclamação o consumidor deve usar o serviço de Disque ANS através do telefone 0800-701-9656, ou pelo e-mail Fale Conosco no site www.ans.gov.br.

Piores do mês

Das 136 empresas de grande porte analisadas, que juntas respondem por 66,4% dos 35 milhões de pessoas cadastradas na ANS, apenas 51 receberam reclamações. A liderança no ranking de reclamações ficou com o Centro Transmontano de São Paulo, com um índice de reclamações de 2,10%. Em seguida vieram Unimed João Pessoa, da capital paraibana (0,57%) e da Assistência Médica São Paulo S/A, com sede no município paulista de Poá (0,47%).

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Dentre as operadoras de porte médio, que respondem por 22,1% dos consumidores cadastrados, o pior atendimento foi oferecido pela Save Assistência Médica e Hospitalar S/C Ltda (26,50%), seguida da Unimed Metropolitana de Salvador (4,44%), com sede na capital da Bahia, e do SIS Sistemas Interativos de Saúde (2,33%). Finalmente entre as pequenas empresas, o pior atendimento foi atribuído a NGO – Consultoria e Administração Ltda (21,16%), seguida da Investigar Sistema de Saúde Ltda (14,25%) e da Unimed de Bragança Paulista (12,90%).