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SÃO PAULO – Um estudo realizado pelo Ibope e divulgado nesta terça-feira, dia 17, revela que os brasileiros têm maior facilidade com números do que com as letras, sobretudo por uma questão de sobrevivência, uma vez que qualquer vendedor ambulante sem estudos deve saber pelo menos as operações mais simples.
O estudo foi realizado com duas mil pessoas das mais diversas classes sociais, idades e níveis escolares. Foi levado em consideração o chamado índice de analfabetismo funcional em matemática, que revelou até onde estas pessoas eram capazes de lidar com os números.
Maioria está no nível 2 de alfabetismo
A pesquisa não surpreende tanto, já que podemos notar no dia-a-dia que pessoas muitas vezes incapazes de até mesmo escreverem seu próprio nome conseguem efetuar cálculos de cabeça com facilidade, como camelôs e feirantes, por exemplo.
De acordo com os dados da pesquisa, cerca de 3% dos entrevistados não se mostraram capazes de sequer ler o preço de um produto no supermercado, muito menos anotar um número de telefone, estes são os chamados analfabetos matemáticos.
No nível 1 de alfabetismo matemático se encontram 32% dos entrevistados, sendo que de acordo com o nível estes são capazes de entender as horas, tirar medidas com fita métrica e verificar datas em calendários. A maior parte das pessoas se encontra no nível 2 de alfabetismo, 44%, em que as pessoas mostraram certa habilidade em realizar contas de adição e subtração.
Finalmente, 21% dos entrevistados chegaram ao nível mais elevado de capacidade de lidar com os números. No nível 3 de alfabetismo são enquadradas as pessoas que resolvem problemas com uma série de operações, como porcentagem, fazem cálculos proporcionais e conseguem entender tabelas, mapas e gráficos.
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Homens tiveram melhor desempenho
A pesquisa revelou ainda que em todos os níveis de escolaridade os homens tiveram melhor desempenho que as mulheres em todas as questões avaliadas no teste. A média de acertos foi de duas questões ou mais em relação às mulheres. Contudo, no mesmo estudo no ano passado foi a vez das mulheres saírem em vantagem na habilidade de leitura.
A justificativa principal é de que em sua maioria os homens exercem atividades diretamente ligadas ao uso de números, destacando às áreas de compras e movimentações bancárias. A classe social e nível de escolaridade também são fatores que influenciaram bastante na pesquisa. Por fim, ao serem questionados sobre suas maiores dificuldades, 51% dos entrevistados disseram ter problemas com números, enquanto apenas 38% alegaram dificuldade com a leitura.