Petrobras suspendeu oferta de debêntures

Distribuição havia começado na segunda-feira, mas foi suspensa devido ao aumento da taxa Selic de 22% ao ano para 25% ao ano

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SÃO PAULO – Depois da suspensão da oferta pública de ações do Banco do Brasil, nesta quinta-feira foi a vez da Petrobras anunciar que estaria suspendendo a venda de R$ 500 milhões em debêntures (títulos de dívida corporativa), iniciada na última segunda-feira, dia 16/12.

Aumento da Selic prejudica emissão

Segundo informações da própria estatal, a suspensão é reflexo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que, nesta quarta-feira, aumentou a taxa básica da economia, a Selic, de 22% ao ano para 25% ao ano. Em seu comunicado, o Copom justificou a decisão devido ao forte aumento da inflação nos últimos meses.

Diante do aumento da Selic, a estatal demonstrou preocupação que o mercado de títulos indexados ao IGP-M, como seria o caso das referidas debêntures, poderia ser afetado, com os títulos rendendo menos do que o esperado. Esta seria a segunda emissão de debêntures da Petrobras no ano, que anunciou que a oferta pode ser retomada assim que as condições de mercado forem mais favoráveis para este tipo de captação.

Acima do IGP-M

As debêntures da Petrobras tinham sido estruturadas como debêntures simples e não conversíveis em ações, e teriam prazo de oito anos, com o principal sendo pago apenas em 2010. A data de emissão da oferta havia sido estabelecida como sendo o dia 1o. de outubro, os juros seriam pagos todos os anos nesta data, tendo sido estabelecidos em IGP-M + 10,3% ao ano.

Se considerarmos que nos últimos 12 meses a variação acumulada do IGP-M já alcança os 21,04%, isto implicaria em um retorno de cerca de 31,3% ao ano, ou 2,29% ao mês, acima, portanto do rendimento oferecido nos fundos de renda fixa, que nos últimos 30 dias encerrados em 13 de dezembro se situa em cerca de 1,90%.