Brasil tem bom potencial de crescimento econômico

Estudo coloca Brasil em 5º lugar em crescimento econômico dentre 9 países analisados; custo de mão de obra e baixa produtividade prejudicam país

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SÃO PAULO – A consultoria DRI-Wefa, empresa norte-americana contratada pelo Sistema Firjan, divulgou nesta quarta-feira um Relatório sobre a Competitividade Comparada, que traz um estudo sobre o que poderia ser melhorado no Brasil de forma a garantir uma posição mais competitiva do país no cenário mundial.

Além da estabilidade macroeconômica, o relatório ressaltou a necessidade do Brasil aprovar a sua reforma tributária, priorizar a melhoria de sua infra-estrutura, elevar o nível educacional da sua população, facilitar acesso ao crédito pelas pequenas e médias empresas, reduzir os custos trabalhistas e finalmente, aumentar o conteúdo tecnológico do produto nacional.

Inicialmente vale destacar que o Brasil ainda não pode ser considerado competitivo em nível global, sendo que o estudo usou como base de comparação nove países: EUA, México, Chile, Argentina, Coréia do Sul, Taiwan, Alemanha e Espanha.

Pesquisa é dividida em duas partes principais

O estudo contempla uma série de sub-índices que compõe o indicador de crescimento de uma economia, para o ordenamento de um ranking de países em relação à sua capacidade de competir.

Primeiramente o índice é dividido entre o “Indicador de Potencial de Crescimento Econômico” e “Outros Fatores para Competitividade”. Apesar do desempenho razoável em termos de potencial de crescimento, o Brasil decepciona nos demais quesitos, que incluem infra-estrutura, educação, etc.

Brasil ocupa o 5º lugar no ranking de potencial

O Brasil ocupa o quinto lugar entre os países de maior potencial de crescimento econômico dentre os que compõem o grupo de estudo. As primeiras posições ficam com o Chile, a Coréia, Taiwan e o México, em quarto lugar.

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Para esta classificação foram considerados três componentes: crescimento no valor adicionado (com peso de 40%), variação da produtividade (40% do peso total) e custo da mão-de-obra (com os 20% restantes).

Brasil é o 6º em produtividade e 7º em custos

Considerando o provável desempenho de uma empresa fictícia, que representa toda a economia do país, dando uma idéia de potencial de crescimento do valor adicionado da mesma, o Brasil ficou em quinto lugar, atingindo um nível de crescimento médio anual de 4,8% na projeção do estudo para os anos de 2001 a 2015.

Os primeiros lugares ficaram com a Coréia (+6,0%), México (+5,9%), Chile (+5,9%) e Taiwan, com crescimento médio de 5,4% no período considerado.

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Em relação ao indicador de crescimento médio anual da produtividade, considerando-se os anos de 2001 a 2015, o Brasil ficou em sexto lugar, com taxa média anual de crescimento de 2,8%, perdendo para a Coréia (+5,6%), o Chile (+5,2%), Taiwan (+4,7%), Alemanha (+3,0%) e México (+2,9%).

Já em relação ao custo unitário da mão-de-obra, o Brasil ficou em sétimo lugar, registrando a retração dos custos de operação da empresa fictícia em 0,1% na média anual para o período considerado. As maiores retrações ficaram com o Chile (-2,8%) e o México (-2,4%).

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