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SÃO PAULO – A iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de estimular os financiamentos às pequenas e as médias empresas está surtindo efeito. Nos últimos três anos, os empréstimos cresceram 59% e devem atingir o montante da ordem de R$ 7 bilhões em crédito em 2002, o que corresponde a 25% do total de volume de capital do banco destinado a financiamento.
Esse aumento significativo na concessão de empréstimos para pequenas e médias empresas se deve, principalmente, a parceria firmada em 2000 entre o banco e as federações de indústrias, como a Fiesp de São Paulo e a Fiemg de Minas Gerais.
Através dessa parceria, as federações cedem espaços para a montagem de postos avançados do BNDES, com o intuito de explicar aos pequenos empresários sobre o como proceder para obter financiamento, permitindo quebrar o mito de que apenas as grandes instituições podem recorrer aos empréstimos.
Projeções apontam aumento de 20,6% nos créditos
No ano 2000 quando a parceria foi firmada, as pequenas e médias empresas receberam R$ 4,4 bilhões em crédito do BNDES. No ano seguinte o volume de crédito concedido cresceu 31,8% e alcançou R$ 5,8 bilhões. Em 2002, as projeções 2002 apontam para um crescimento de 20,6% na carteira de crédito as empresas de pequeno e médio porte.
De acordo com o gerente -executivo da área de Relacionamento do BNDES, Gillermo Graziani, até o momento, cerca de 15 mil pequenas e médias empresas já foram contatadas, desde a instalação dos postos de atendimento. O teto de crédito para esse segmento passou de R$ 7 milhões para R$ 10 milhões, mas os financiamentos podem ser obtidos desde R$ 100 mil.
Banco estuda ampliar número de postos no país
Animando com os bons resultados da parceria, o BNDES decidiu ampliar o número de postos avançados no país. Atualmente são 33 postos espalhados pelo território brasileiro e devem chegar a 39 até o final do ano. Uma nova unidade deve ser inaugurada em breve, na cidade de Ribeirão Preto, e estará situada na sede do Centro das Industrias do Estado de São Paulo, Ciesp, seguindo o mesmo modelo adotado nas cidades paulistas de São José do Rio Preto e Bauru.
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Na capital paulista, o BNDES possui postos avançados na Associação Brasileira da Indústria de Maquinas e Equipamentos, Abimaq e a Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica, Abinee. No estado de Minas Gerais, a parceria firmada com a Fiemg, deve resultar na criação de 11 postos, o maior número entre os 20 estados já atendidos.
Financiamento não é obtido diretamente no BNDES
O BNDES não descarta a possibilidade de expandir essa idéia para outros setores da economia. Vale ressaltar que o banco não empresta diretamente para as empresas, pois, esses créditos são obtidos via agentes financeiros credenciados pelo banco.
No início o banco cobrava 2,5% de spread, que nada mais é do que a diferença entre o custo dos recursos tomados pelos agentes financeiros e aquele cobrado dos tomadores finais. Em 2002 este spread caiu para 1%. Esse ano, os empréstimos foram tomados com juros entre 16% e 17% ao ano, incluindo a Taxa de Juros de Longo Prazo, TJLP, e o spread. Para o segmento de pequeno e médio porte, o banco concede até 90% da necessidade de crédito.