Oferta do BB será prorrogada até dia 10/12

BNDES divulgou novo calendário para a oferta depois de suspensão da liminar concedida para a Umammib, migração do FGTS será possível até dia 29/11

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SÃO PAULO – Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na tarde desta quarta-feira, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou um novo calendário para a oferta de ações do Banco do Brasil.

Além disto, o BNDES informou que as instituições participantes da operação já estariam autorizadas a receber pedidos de reserva para a compra das ações.

Oferta será prorrogada até 10/12

A divulgação do novo calendário reflete a suspensão da liminar concedida para a Unammib, que suspendeu desde o último dia 18/11 as reservas de ações do BB. De acordo com o novo calendário, o prazo para reserva das ações deve ser adiado para o próximo dia 10 de dezembro. O prazo de reserva estava previsto para terminar nesta sexta-feira, dia 29/11.

Também foi prorrogado o prazo para os investidores interessados em migrar para os recursos atualmente investidos nos fundos FGTS Petrobrás e FGTS Vale do Rio Doce. O prazo de migração destes recursos estava previsto para terminar no último dia 20/11. Contudo, diante da suspensão da oferta devido à liminar da Unammib, muitos investidores acabaram sendo pegos de surpresa, o que levou o BNDES a estender o prazo para estes investidores para a próxima sexta-feira, dia 29/11.

Liminar foi derrubada nesta tarde

No início da tarde desta quarta-feira a
Advocacia Geral da União (AGU) conseguiu derrubar a liminar concedida pelo juiz 14ª Vara da Justiça Federal de Brasília (DF), Jamil Rosa de Jesus, para a Unamibb, União Nacional dos Acionistas Minoritários do Banco do Brasil.

A liminar, que foi concedida no último dia 18/11, suspendia o processo de venda das ações do BB, ao acatar o argumento de que as ações não poderiam ser colocadas a venda, enquanto uma outra ação movida pela própria Unamibb, em 1998, não for votada. A ação de 1998 da Unamibb pretendia restaurar a participação dos acionistas minoritários no BB, que era de 49% do capital em 1995 e caiu para 6% depois dos prejuízos registrados nos anos de 1995 e 1996.