Nos EUA, vendas no varejo caem 1,2% em setembro

Já o indicador que exclui os automóveis, considerados voláteis, registrou crescimento de 0,1%, em linha com as estimativas dos investidores

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SÃO PAULO – O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou, nesta sexta-feira, o retail sales, índice que mede o volume das vendas ao mercado varejista norte-americano, referente ao mês de setembro. No período, as vendas decresceram 1,2% totalizando US$ 302,5 bilhões e, excluindo-se os itens voláteis, registrou acréscimo de 0,1% em relação a agosto.

Automóveis e eletrônicos impulsionaram quedas

O índice, que registrou sua maior queda desde novembro de 2001, veio levemente abaixo das expectativas, que apostavam para um encolhimento de 1,1%. Excluindo-se o item automóveis, considerado muito volátil, o retail sales veio em linha com as expectativas de 0,1%.

A queda de setembro foi liderada pelos automóveis e eletrônicos, quando no mês anterior o índice registrou acréscimo de 0,6%, e excluindo automóveis apresentou crescimento de 0,3%.

Gastos do Consumidor representam 2/3 do PIB

O retail sales é um relatório que mede as vendas totais do mercado varejista, ou seja, vendas diretas ao consumidor, e um dos indicadores econômicos mais acompanhados pelo mercado, pois os gastos dos consumidores representam cerca de 2/3 do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano.

Assim, as variações na receita são muito acompanhadas pelo mercado, pois estão intimamente ligadas ao consumo. Um aumento da receita pode ser um indício de aquecimento na economia, assim como uma diminuição pode indicar um desaquecimento.

No entanto, esse índice não engloba o setor de serviços. Muitos analistas desconsideram a receita de venda de automóveis, pois ela tende a variar muito de mês para mês, utilizando o índice ex-autos. O retail sales é divulgado mensalmente pelo Departamento de Comércio dos EUA.

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