Lucro líquido do setor de seguros recua para R$ 10,6 bi até setembro

O ROE ainda mantém uma média elevada, de 21%, considerando-se a média mundial de 15%

Denise Bueno

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O lucro da maioria das seguradoras apresenta queda nos resultados até setembro deste ano. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) agrupados pela consultoria Siscorp, o lucro líquido das companhias de seguros foi de R$ 10,6 bilhões de janeiro a setembro deste ano, abaixo dos R$ 11,5 bilhões do mesmo período do ano anterior. O valor representa 16% dos prêmios ganhos (valor pago pelo segurado às companhias). No entanto, o ROE ainda tem uma média elevada, considerando-se com a média mundial de 15%. O retorno sobre o patrimônio líquido até setembro ficou em 21%, três pontos percentuais abaixo dos 24% registrados em setembro de 2015.

Os balanços do terceiro trimestre divulgados até agora (Porto Seguro, Itaú Seguridade e BB Seguridade), mostram que o aumento de pedido de indenizações e a queda das vendas de seguros, principalmente de carro, são as principais razões do recuo do ganho das companhias.

A líder disparada do ranking é a Bradesco Seguros, com lucro de R$ 3,3 bilhões no acumulado do ano até setembro, segundo dados da Susep. O valor representa 39% sobre o prêmio ganho e 28% de retorno sobre o PL. O balanço da Bradesco Seguros está previsto para ser divulgado no dia 10 de novembro, coincidentemente na data que se completa um ano da morte do ex-presidente do grupo, Marco Antonio Rossi.

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A BB Mapfre é a segunda do ranking, com lucro líquido de R$ 2,1 bilhões, seguida pela Itaú Unibanco, com R$ 1,8 bilhão, Caixa Seguros com R$ 1 bilhão e Zurich, com R$ 660 milhões até setembro deste ano. Completando o ranking dos dez maiores lucros, temos Porto Seguro (R$ 518 milhões), SulAmérica (298 milhões), Icatu (R$ 232 milhões), Cardif (R$ 117 milhões) e HDI (98 milhões).

Entre os maiores prejuízos até setembro o ranking traz Allianz, com perdas de R$ 133 milhões, seguida por Generali (R$ 84 milhões), AIG (R$ 83 milhões), AXA (R$ 46 milhões) e Sura (R$ 39 milhões). Vale ressaltar que as duas últimas são operações com menos de três anos no Brasil e ainda não atingiram o break-even da operação, com pesados investimentos iniciais em estrutura física, tecnologia, treinamento e campanhas de marketing para divulgação das marcas.

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Denise Bueno

Jornalista especializada em seguros, resseguros, previdência e capitalização, é fundadora do blog Sonho Seguro