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SÃO PAULO – Após amargar forte queda no último pregão, as principais bolsas norte-americanas recuperam-se nesta quarta-feira e encerram em alta, devido à divulgação favorável do índice que mede os gastos públicos e privados em construção no mês de julho, amenizando o pessimismo em relação à retomada do crescimento da maior economia do mundo.
Além disso, os índices acionários acentuaram o movimento de alta durante o pregão alavancados pelo anúncio da montadora General Motors de que elevaria as estimativas de lucros para os próximos exercícios fiscais, retratando o bom momento em que passa o setor automotivo.
Construction spending ameniza o pessimismo
Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, os gastos tanto do setor público como privado na construção de imóveis registraram estabilidade em julho, quebrando assim uma seqüência de queda registrada nos últimos dois meses. Os gastos mantiveram-se no patamar de US$ 834,1 bilhões após caírem 1,7% segundo o índice revisado de junho, animando o mercado que esperava uma retração de 0,4%.
Montadoras têm bom desempenho e GM eleva expectativas
A montadora General Motors animou o mercado nesta quarta-feira ao elevar sua previsão de lucros para o trimestre corrente bem como para o desempenho neste ano.
A GM espera contabilizar um lucro de US$ 0,90 por ação, frente aos inicialmente esperados US$ 0,80 e acima também do valor anteriormente especulados pelos analistas, que girava em torno de US$ 0,88 por ação. Para o ano, espera-se um lucro de US$ 6,10 por ação, resultado superior ao inicialmente previsto, de cerca de US$ 5,60 por ação e da também da previsão do mercado, de US$ 5,99 por ação.
Enquanto isso, a concorrente Ford também havia surpreendido o mercado ao apresentar um forte crescimento de 12,1% nas vendas, passando de 325.943 para 365.406 veículos vendidos. Entretanto, o desempenho foi ainda melhor na Chrysler, subsidiária norte-americana do grupo alemão DaimlerChrysler, que teve um aumento de 28% no número de veículos vendidos, somando 210.855 unidades.
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Nasdaq liderou a alta
As maiores altas ficaram com as ações da fabricante de equipamentos de telecomunicações JDS Uniphase (+15,38%) e Tellabs (+7,87%), da prestadora de serviços Sanmina-SCI (+8,9%), das empresas de biotecnologia Protein Design Labs (+7,34%) e ICOS (+6,94%), da fabricante de semicondutores Altera (+6,29%), além das empresas de software Symantec (+11,17%), Veritas (+9,76%), Verisign (+8,73%), I2 (+7,23%) e Compuware (+7,08%).
Com isso, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 2,23% a 1.292 pontos, acumulando no ano forte baixa de 33,76%.
S&P 500 recupera-se da forte queda da terça-feira
Após registrar a maior queda diária desde o atentado terrorista de 11 de setembro, o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, reverteu parte das perdas e encerrou o pregão em valorização de 1,75% atingindo 893 pontos, apesar de cair 22,19% no ano,
enquanto a Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 1,40% chegando a 1.292 pontos e acumulando no ano forte baixa de 15,94%.
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O destaque positivo no Dow Jones ficou com os papéis da fabricante de equipamentos de telecomunicações SBC (+5,19%), seguida da empresa de telecomunicações AT&T (+4,46%), da fabricante de hardware Hewlett Packard (+4,22%), da fabricante de aeronaves Boeing (+3,92%), da prestadora de serviços financeiros American Express (+3,48%) e da varejista Merck (+3,43%).
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%Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | ![]() |
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Nasdaq C | +2,23 |
1.292 | +7,13 |
-33,76 |
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S&P 500 | +1,75 |
893 | +7,04 |
-22,19 |
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Dow Jones | +1,40 |
8.424 | +4,73 |
-15,94 |
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