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SÃO PAULO – O petróleo fechou em forte alta nesta sexta-feira, afetado pelas tensas declarações tanto do presidente dos EUA, George W. Bush, quanto do vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, que acabaram aumentando as expectativas de que a guerra entre os dois países pode se tornar realidade em breve.
Inspetores da ONU não devem voltar ao Iraque
A declaração do vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, de que não aceitaria a volta incondicional de inspetores de armas da ONU, conforme foi exigido pelos EUA, deixou o mercado tenso frente ao tipo de reação que o governo norte-americano teria. Aziz também alegou que a volta dos inspetores não impediria um ataque dos EUA ao seu país.
Bush pede rapidez da resolução do Conselho de Segurança
Diante destas declarações e do ultimato do presidente norte-americano, George W. Bush, exigindo que qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU a respeito do desarmamento do Iraque saia mais rápido possível, o clima de nervosismo do mercado aumentou, e a cotação do petróleo disparou.
Secretário-geral da Opep considera oferta atual suficiente
Também contribuiu para a alta da cotação da commodity nesta sexta-feira a declaração do secretário-geral da OPEP, Álvaro Silva, de que o mercado tem oferta suficiente de petróleo para cobrir tanto a procura atual como a do próximo inverno. Dessa forma, a expectativa do mercado de que a Opep mantenha suas cotas de produção na próxima reunião, no dia 19 em Osaka, no Japão, aumentou.
Petróleo sobe 3,10%
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 28,67 no pregão desta sexta-feira, forte alta de 3,10% em relação ao último fechamento. Com o desempenho positivo de hoje, o petróleo acumula forte alta de 4,37% neste mês de setembro. Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 44,07%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$
19,90 por barril em Londres.