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SÃO PAULO – Após aproximar-se da cotação recorde de R$ 4, o dólar comercial reverteu a trajetória de alta e passa a registrar queda de 0,77%, sendo cotado a R$ 3,825 na compra e R$ 3,845 O Banco Central interveio no mercado de câmbio na manhã desta segunda-feira, frente à forte alta do dólar, vendendo cerca de US$ 100 milhões no mercado à vista. Com isso, a autoridade monetária conseguiu reverter a trajetória de forte alta da moeda norte-americana, que vinha batendo recordes nesta manhã. A uma semana da realização do primeiro turno das eleições, o mercado avalia o resultado de duas novas pesquisas eleitorais, que indicaram novo avanço de Lula, aumentando assim a possibilidade de o petista ser eleito presidente ainda no primeiro turno. Caso haja um segundo turno, o mercado também segue receoso, visto que a taxa de rejeição do candidato do PSDB aumentou mais um ponto percentual, atingindo 35%, a mais alta dentre os demais candidatos, segundo a pesquisa do Datafolha. Em agosto, a renda pessoal dos norte-americanos apresentou acréscimo de 0,4%, um resultado inferior do que o esperado, que apostava para um crescimento de 0,5%, porém maior que o apresentado em julho, quando houve estabilidade da renda pessoal. Já o índice que mede os gastos com consumo também obteve resultado positivo, subindo 0,3%, abaixo do aumento de 0,5% esperado pelo mercado. Em julho os gastos pessoais apresentaram um acréscimo bem mais acentuado, uma alta de 1% em relação a junho. Foi também anunciado o índice que mede a produção industrial na região de Chicago. O indicador registrou queda para 48,1 pontos em setembro, o que sinaliza retração da indústria, bastante inferior ao resultado registrado no mês anterior, que atingiu 54,9 pontos. Além disso, o índice também ficou abaixo das projeções do mercado, que estimavam uma queda para 53 pontos. Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
na venda. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,633, representando deságio de 5,02%
em relação ao dólar comercial.
BC intervem e segura cotação da moeda
Dólar seguia pressionado com pesquisa e dívida
Já o dólar manteve-se pressionado durante boa parte da manhã, não somente em função da divulgação de novas pesquisas eleitorais, mas também porque o valor da Ptax de hoje será utilizado não somente para liqüidação da dívida de US$ 1,25 bilhão em títulos e swaps cambiais que vencem amanhã, mas também para o ajuste de posições do vencimento de contratos futuros de câmbio negociados na BM&F.
Indicadores nos EUA decepcionam
Dólar futuro na BM&F
está sendo cotado a R$ 3.910,
forte alta de 1,35% em relação ao fechamento
de R$ 3.858
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera
em forte baixa de 0,79%,
atingindo R$ 3.745 frente
a R$ 3.775 do fechamento de
sexta-feira.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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