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O início de ano se aproxima e muitas pessoas não pararam para fazer nenhum tipo de planejamento financeiro para 2015. Isso é preocupante, pois corre-se o risco de já começar o ano com dívidas e apertos no orçamento; no entanto, é muito comum vermos esse tipo de situação por causa da falta de educação financeira da população no geral.
Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, está um pouco em cima da hora, mas ainda há tempo de se programar, já pensando nas despesas dos próximos meses, como matrícula e material escolar, IPTU, IPVA, dentre outras.
A primeira atitude que se deve ter nesse momento é fazer um diagnóstico e descobrir em que situação financeira se encontra – endividado, equilibrado ou investidor –, para, então, saber como agir. Se estiver endividado, é preciso saber exatamente todos os detalhes das dívidas. “Tem que expor toda a situação, saber de exatamente quanto são suas dívidas e quem são os credores”, explica Domingos.
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Nesse processo, é importante toda a família estar unida e com o mesmo foco, é sempre mais fácil quando se tem o apoio de todos. Um aspecto que deve ser bem conversado é a utilização do 13º salário, pois, se não for planejado, esse dinheiro extra acaba sendo gasto com supérfluos e não com os objetivos de vida para o próximo ano, como deveria.
Para o educador, “esses valores extras deveriam ser poupados e destinados para a realização dos sonhos, afinal de contas, o correto é planejar e ter dívidas que caibam no orçamento mensal. Mas, se a situação estiver realmente apertada, sem dúvida, um dos sonhos deve ser o de sair das dívidas, mas não pode ser o único”.
Por isso, um assunto no qual vale a pena investir em 2015 é educação financeira, pois ela trata justamente a questão comportamental, para que o erro de viver inadimplente não seja apenas corrigido em sua consequência, mas sim em sua causa, a fim de que não volte a acontecer.
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Para os que estão em uma situação equilibrada financeiramente, não se deve achar que está confortável, pois um passo em falso pode se tornar endividado da noite para o dia. É preciso ter cautela e rever os hábitos e costumes em relação ao dinheiro, para se tornar um investidor. E, aos que possuem investimento – ainda que seja iniciante –, para 2015, devem continuar com as aplicações. Com o 13º, por exemplo, é possível investi-lo parte dele para que as realizações já programadas aconteçam até antes do prazo.
Com educação financeira, a família mudará seus hábitos sobre ao uso e à administração dos recursos financeiros e, se começarem agora, é possível ter um ano novo muito melhor do que foi 2014, com mais qualidade de vida e sustentabilidade financeira, possibilitando novas realizações.