Dólar sobe com falta de liquidez, e mercado espera acordo com FMI

A visita de O'Neil deixou o mercado um pouco mais otimista, mas não resolveu o problema da falta de liquidez

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SÃO PAULO – A escassez de liquidez no mercado segue pressionando a cotação da moeda norte-americana, com muitas empresas tendo que pagar seus passivos que não conseguiram ser renovados em dólar.

Além disso, a decisão do Banco Central sobre a rolagem ou não do vencimento desta quarta-feira de títulos cambiais no valor de US$ 736 milhões também influencia as cotações da moeda norte-americana, já que a autoridade monetária acabou não conseguindo rolar completamente estes títulos na segunda-feira.

Dessa forma, nem mesmo os comentários positivos do secretário do Tesouro dos EUA sobre um acordo do governo com o FMI contribuíram para reduzir a moeda-norte americana. Com o fim da visita de Paul O’Neill ao Brasil, nesta terça-feira, e nenhuma declaração concreta a respeito do acordo, as atenções do mercado voltam-se para as negociações da equipe brasileira com o FMI em Washington.

Dólar sobe 1,74% e opera cotado a R$ 3,22

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 3,2090 na compra e R$ 3,2200
na venda, forte alta de 1,74% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
3,0000, representando um deságio de 6,51%
em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
está sendo cotado a R$ 3.095,
leve baixa de 0,10% em relação ao fechamento
de R$3.098
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera
em forte alta de 1,45%,
atingindo R$ 3.089 frente
a R$ 3.045 do fechamento de

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ontem.

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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:

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