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SÃO PAULO – O dólar segue sua trajetória de queda nesta quinta-feira, com o mercado aliviado com o anúncio na noite de quarta-feira de que o governo brasileiro fechou o esperado acordo com o FMI, o que liberará US$ 30 bilhões para o Brasil, dos quais apenas US$ 6 bilhões serão liberados este ano.
Dentre os US$ 6 bilhões, o governo brasileiro poderá sacar US$ 3 bilhões do FMI no início de setembro, logo após a aprovação final do acordo. Os US$ 3 bilhões restantes estão previstos para serem liberados após a primeira revisão do acordo, que acontece em novembro.
Termina intervenção diária
Além disto, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, comunicou nesta quinta-feira que a autoridade monetária não terá mais o compromisso de intervir diariamente no mercado de câmbio, mas afirmou que o Banco Central tem como forte objetivo fornecer mais liquidez para o mercado cambial. Fraga ainda comentou que sempre que o total ofertado pela autoridade monetária ao mercado cambial alcançar US$ 3 bilhões ou mais em um prazo de 30 dias, será feita uma avaliação da situação cambial com o FMI.
Dessa forma, os investidores esperam que o problema da baixa liquidez no mercado de câmbio diminua, e opera com expectativas de que a cotação da moeda norte-americana caia até US$ 2,80, o que pressiona o preço da mesma.
Dólar cai 3,34% e opera cotado a US$ 2,919
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,9100 na compra e R$ 2,9190
na venda, forte baixa de 3,34% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
2,8830, representando um deságio de 0,93%
em relação ao dólar comercial.
Dólar futuro na BM&F
também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
está sendo cotado a R$ 2.913,
forte baixa de 1,79% em relação ao fechamento
de R$2.966
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera
em forte baixa de 1,30%,
atingindo R$ 2.894 frente
a R$ 2.932 do fechamento de
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ontem.