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SÃO PAULO – O dólar comercial segue em forte alta nesta sexta-feira, após a euforia de ontem, motivada pelo fechamento do acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Nesta sexta-feira, o Banco Central não atuou no mercado, pois anunciou que estaria suspendendo a intervenção diária de US$ 50 milhões, mas garantiu que manteria a liqüidez, o que aumenta a expectativa dos investidores quanto a uma possível atuação do BC na parte da tarde.
Além disso, devido às recentes quedas do dólar, muitas empresas acabam se adiantando para comprar a moeda norte-americana para a rolagem de dívidas ou mesmo remessa de lucros. Sem a intervenção do BC, o mercado ainda sofre com escassez de moeda.
Pesquisa eleitoral também pressiona
Finalmente, a divulgação de nova pesquisa eleitoral também pressiona as cotações da moeda norte-americana. Em novo levantamento realizado pelo Ibope, o candidato do PT à presidência, Luiz Inácio da Silva, recuou de 34% para 33%, mas ainda ocupa a primeira colocação. Já Ciro Gomes (PPS) subiu de 25% para 27% e ampliou a vantagem sobre José Serra (PSDB), que recuou de 14% para 11%, mesmo patamar atingido por Anthony Garotinho (PSB).
Com isso, o dólar segue em alta de 2,20%, sendo cotado a R$ 2,975 na compra e R$ 2,979
na venda. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,967, representando um deságio de 0,27% em relação ao dólar comercial.
Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
está sendo cotado a R$ 2.969,
forte alta de 2,06% em relação ao fechamento
de R$ 2.909
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera
em forte alta de 2,02%,
atingindo R$ 2.935 frente
a R$ 2.877 do fechamento de
ontem.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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