Publicidade
SÃO PAULO – O dólar voltou a subir nas negociações desta sexta-feira, com o mercado cambial sofrendo com a falta de dólares, e com os investidores pessimistas com o resultado de uma nova pesquisa eleitoral divulgada pelo Ibope. Além disso, a moeda norte-americana corrigiu parte da forte oscilação desta quinta-feira.
BID e Bird adicionam US$ 3 bilhões aos empréstimos ao Brasil
Nem mesmo o anúncio por parte do Banco Mundial (Bird) e do Banco InterAmericano de Desenvolvimento (BID) de que concordaram em adicionar US$ 3 bilhões aos recursos normalmente destinados ao governo brasileiro, o que totaliza uma ajuda financeira de US$ 7 bilhões para o Brasil, contribuiu para reduzir a cotação da moeda norte-americana.
O Bird anunciou que vai oferecer US$ 2 bilhões a mais que os recursos normalmente enviados, totalizando US$ 4,5 bilhões. O BID anunciou a oferta de US$ 1 bilhão adicional, o que completa uma ajuda financeira de US$ 2,5 bilhões do banco. Os US$ 7 bilhões totais serão adicionados aos U$ 30 bilhões emprestados pelo FMI.
Apesar da expectativa do mercado de que, com o novo acordo com o FMI e com o acréscimo da ajuda financeira por parte do Bird e do BID, o problema de falta de liquidez no mercado cambial vai melhorar, e a cotação da moeda norte-americana vai chegar ao patamar dos R$ 2,80, o grande número de empresas tendo que liquidar suas dívidas no exterior que não conseguiram ser renovadas em dólares continua pressionando a cotação da divisa norte-americana.
Nova pesquisa do Ibope afeta mercado
Além disto, o mercado ficou bastante pessimista com o resultado da última pesquisa eleitoral divulgada pelo Ibope, que apontou queda de três pontos percentuais nas intenções de votos do candidato governista José Serra, que encontra-se agora empatado em terceiro lugar com o candidato Garotinho, com 11% dos votos. Ciro manteve a segunda colocação, com 27% das intenções de votos, o que representa uma alta de dois pontos percentuais em relação à última pesquisa, e Lula caiu um ponto percentual, mantendo a primeira colocação, com 33% das intenções de votos.
Circulam rumores no mercado de que o Banco Central teria ofertado no mercado cambial US$ 50 milhões em leilão de linha externo, porém a autoridade não confirmou a operação. O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, comunicou na quinta-feira que a autoridade monetária não teria mais o compromisso de ofertar diariamente dólares no mercado cambial, como foi feito durante o mês de julho e que estava previsto para ser feito também no mês de agosto.
Dólar sobe 3,43% e fecha cotado a US$ 3,015
Continua depois da publicidade
O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,0090 na compra e R$ 3,0150
na venda, forte alta de 3,43% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0000, representando um deságio de 0,30%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 13,24% em agosto, frente
a alta de 23,27% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 30,24%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Continua depois da publicidade
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 3.075,
forte alta de 5,71% em relação ao fechamento
de R$ 2.909
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte alta de 3,75%,
atingindo R$ 2.985 frente
a R$ 2.877 do fechamento de
ontem.