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SÃO PAULO – A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos automotores (Anfavea) divulgou, nesta quinta-feira, os números das vendas de veículos, tanto no atacado como no varejo, referentes ao primeiro semestre de 2002. Em ambas as comparações, o volume de vendas no semestre apresentou diminuição frente ao mesmo período do ano anterior.
As vendas de veículos no atacado apresentaram retração de 17,7% nos primeiros seis meses deste ano, sendo comercializados 719,09 mil veículos, frente aos 874,23 mil de 2001. Já as vendas da concessionária para o consumidor (varejo) apresentaram retração de 13,2%, totalizando 725,5 mil unidades.
Veículos importados são menos vendidos
Os veículos importados foram os mais afetados pela queda das vendas do semestre. No período, foram vendidas 60,24 mil unidades importadas, uma queda de 41,3% em relação ao primeiro semestre de 2001. No mesmo tipo de comparação, foram comercializadas 658,82 mil unidades de veículos nacionais, uma queda de 14,6% em relação as 771,58 mil unidades nacionais vendidas no primeiro semestre de 2001.
As vendas do primeiro semestre do ano apresentaram grande retração devido à grande instabilidade econômica trazida ao país, tanto externamente, como pela questão das eleições presidenciais. A insistência do Banco Central em manter a taxa de juros em patamares elevados também contribuiu para essa queda, já que no mercado nacional, cerca de 70% das vendas são feitas através de financiamento.
Perspectivas para 2002
Além disso, os analistas esperam que depois da retração do mercado automotivo e da série de férias e folgas dadas pelas montadoras instaladas no país, entre os meses de junho e julho, a Anfavea revise para baixo suas projeções feitas para 2002.
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No entanto, as perspectivas da indústria automobilística brasileira ainda são positivas, pois, a partir do segundo semestre de 2002, a base de comparação frente a 2001 será muito baixa. O segundo semestre de 2001 foi um período marcado pelo racionamento de energia e pelo desempenho apático da economia mundial, o que ainda permite esperar uma recuperação da produção de automóveis em 2002, mesmo com a retração dos primeiros seis meses deste ano.