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A americana Bunge, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, informou na sexta-feira que assinou um memorando de entendimento com a Bangkok Produce Merchandising Public Company Limited (BKP), subsidiária do grupo de alimentos Charoen Pokphand Foods Public Company Limited (CPF), para o desenvolvimento de uma solução blockchain para a rastreabilidade de soja e produtos livres de desmatamento. A Bunge é uma das maiores exportadoras de soja brasileira.

O acordo envolve soja originada pela Bunge no Brasil com destino a países da Ásia, onde a CPF e sua subsidiária produzem e comercializam rações e alimentos. “A parceria permitirá a realização de estudos de viabilidade técnica, comercial e operacional para a construção de uma cadeia de suprimentos sustentável e digitalmente integrada. O acordo tem o objetivo de transferir dados de rastreabilidade dos grãos, envolvendo informações desde o campo até o cliente final”, disse a Bunge, em comunicado.
Monitoramento da companhia já cobre mais de 16 mil fazendas e cerca de 20 milhões de hectares na América do Sul, e conta com tecnologia de satélite capaz de identificar mudanças no uso do solo e plantio de soja em cada propriedade monitorada. A Bunge lembrou que, no Brasil, seu monitoramento alcança toda a sua rede de fornecimento direto em áreas sujeitas a desmatamento, e caminha para cobrir 100% da rede indireta até 2025. “Mais de 97% do volume de soja adquirido pela Bunge é livre de desmatamento e conversão verificados, o que aproxima a empresa de sua meta de desmatamento zero em 2025”, disse a empresa.
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