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SÃO PAULO – Após dois dias de relativa calma, o dólar retomou sua trajetória de alta nesta terça-feira, levando a moeda norte-americana a romper a barreira dos R$ 2,70 e atingir sua maior cotação desde outubro do ano passado.
O mercado está recorrendo ao dólar como uma forma de obter segurança e liquidez, frente à preocupação dos investidores a respeito da dificuldade de governo de rolar a dívida publica. Nesta tarde o Tesouro realizou um leilão de LTN com vencimento para 12 de outubro, antes da posse do novo presidente, e apesar disto, a demanda foi fraca, refletindo em taxas consideradas elevadas pelo mercado.
Alem disto, a cotação do dólar também foi pressionada por boatos de que um grande banco estrangeiro estaria comprando uma significativa quantia da moeda norte-americana.
Dólar fechou com a maior cotação desde outubro de 2001
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,7090 na compra e R$ 2,7120
na venda, forte alta de 2,88% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,7570, representando um ágio de 1,77%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 7,92% em junho, frente à alta de 6,39% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,15%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
encerrou o dia cotado a R$ 2.728,
forte alta de 2,83% em relação ao fechamento
de R$ 2.653
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em forte alta de 1,95%,
atingindo R$ 2.740 frente
a R$ 2.688 do fechamento de
ontem.