Produtividade nos EUA atinge 8,6% no 1º trimestre de 2002

Resultado do índice aumenta as expectativas do mercado sobre a manutenção das taxas de juros pelo FED

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SÃO PAULO – Durante a manhã dessa segunda feira, o Departamento de Trabalho norte-americano divulgou a produtividade no mercado de trabalho dos EUA excluindo o setor agrário, referente ao primeiro trimestre de 2002. A produtividade dos norte-americanos registrou a maior expansão desde o segundo trimestre de 1983. Já o custo do trabalho obteve o maior declínio desde a mesma data.

Crescimento da produtividade supera expectativas

A produtividade dos trabalhadores cresceu a uma taxa de 8,6%, superando a expectativa do mercado que era de 7%. Esse crescimento histórico alivia a tensão de um possível aumento na inflação norte-americana, já que a produtividade da mão-de-obra é uma das principais variáveis.

Competitividade entre indústrias pressiona custos

Já o custo unitário de trabalho registrou novamente queda. No primeiro trimestre do ano, o custo caiu 5,4%, o que representou a maior queda desde o segundo trimestre de 1983. Além disso, ficou acima das expectativas do mercado que eram de 3,6%. Isso indica que a economia continua em recessão, e as empresas são obrigadas a reduzirem os seus gastos em virtude das margens de lucro baixas e da competitividade acirrada.

Metodologia do índice

Esse índice mede a produtividade e os custos de mão-de-obra de toda a economia norte-americana, excluindo-se a agricultura e a pecuária. O estudo é feito pelo Setor de Estatísticas do Departamento de Trabalho norte-americano, e os dados são referentes a um período de três meses.

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