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Valor do Investimento
De R$ 5.000 a R$ 20.000


Crise política foi destaque na semana
A semana que se encerrou quebrou a tendência de recuperação dos mercados brasileiros, iniciada no início de fevereiro. O dólar, depois de várias semanas em baixa, voltou a subir, ainda que modestamente, enquanto a bolsa registrou forte queda. Por trás deste cenário estava o maior pessimismo dos investidores quanto ao cenário político interno, onde uma crise política envolvendo a governadora do Maranhão e pré-candidata à presidência, Roseana Sarney, fez com que o PFL abandonasse a base governista. A saída do PFL, depois do partido ter feito parte da base governista desde o início do governo FHC, preocupou os investidores, já que deve comprometer a votação de alguns projetos importantes, dentre eles a prorrogação da CPMF.
O fraco desempenho do mercado brasileiro contrariou a tendência internacional, onde os principais mercados fecharam em alta, devido aos sinais de recuperação da economia norte-americana. Também contribuiu para o bom desempenho das bolsas internacionais o discurso do presidente do Banco Central norte-americano, Alan Greenspan, de que os sinais de recuperação econômica são evidentes.
Carteira sugerida privilegia a renda-fixa
A divulgação por parte do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, de que ainda há espaço para novos cortes nos juros veio confirmar o que o mercado já esperava, que os juros devem cair ainda mais em 2002. Diante desta tendência, a parcela em aplicações prefixadas aumentou, pois se beneficiam com a queda nos juros em relação as aplicações pós-fixadas, como os fundos DI. Apesar disso a maior parcela da carteira ainda segue em fundos DI, porque o cenário interno ainda inspira um certo conservadorismo.
A alocação em fundos de ações também foi mantida, já que a expectativa de novos cortes nos juros deve novamente beneficiar o desempenho da bolsa. Contudo, esta opção de investimento deve ser vista com extrema cautela pelo investidor que pretende deixar o dinheiro aplicado por um prazo inferior a dois anos. A alocação em fundos de ações visa aumentar a rentabilidade média da carteira sugerida no longo prazo, o que só é possível se as aplicações forem mantidas neste período. Se o planejamento tributário for importante, uma boa recomendação pode ser o investimento em fundos previdenciários das mesmas categorias acima.
Dólar sobe, enquanto bolsa e juros caem
Apesar de na sexta-feira a moeda norte-americana ter fechado as negociações cotada na venda em R$ 2,351, em queda de 1,01%, na semana a moeda ainda fechou em alta, com valorização acumulada de 0,26%.
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A taxa máxima anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a semana a 18,55%, frente a 18,82% na semana anterior. No mesmo sentido, os contratos futuros de juros mantiveram a tendência de queda, e o contrato com vencimento em outubro de 2002 apontava na sexta-feira taxa de 18,17%, abaixo dos 18,30% da semana anterior.
Assim como o dólar, a bolsa reverteu sua tendência e fechou a semana que se encerrou em baixa. Com isto, o Ibovespa reduziu os ganhos acumulados desde o início do ano para 2,83%. Na sexta-feira o índice Bovespa fechou o pregão cotado em 13.961 pontos, acumulando desvalorização semanal de 3,14%.
Inflação no Brasil e índices de atividade nos EUA
No Brasil o destaque da semana que se inicia fica por conta da divulgação de novos índices de inflação, como o caso IPCA e o INPC, ambos para o mês de fevereiro. Nos EUA a semana se destaca com a publicação de alguns índices de atividade da economia que podem confirmar a tendência de recuperação da economia, dentre os índices a serem divulgados estão o índice de vendas ao varejo, de nível de estoques e da produção industrial. Além da agenda econômica, o mercado brasileiro deve se tornar bem mais exposto à sucessão presidencial à medida que as eleições de outubro se aproximam.
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Carteira sugerida
45% fundos referenciados DI; 35% fundos renda fixa e 20% em fundos de ações indexados