Bolsas mundiais caem, em início de semana marcada por decisões de juros na Inglaterra e no Brasil; feriado nos EUA, falas do Fed e mais

Presidente do Fed, Jerome Powell, deve comparecer perante o congresso em duas ocasiões, na quarta (28) e na quinta-feira (29).
(Shutterstock)
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A sessão desta segunda-feira (19) é majoritariamente de perdas para as principais bolsas mundiais, no início de uma semana que será marcada por decisões de juros na Inglaterra e no Brasil, enquanto o presidente do Federal Reserve (Fed) participa de duas audiências no Congresso dos EUA.

As Bolsas americanas vão estar fechadas na sessão de hoje (19) por conta do Juneteenth, data que simboliza o fim da escravidão nos Estados Unidos e desde 2021 é feriado nacional. Após o Fed pausar o ciclo de aperto monetário na reunião da semana passada, as atenções se voltam a discursos de dirigentes do BC americano, previstos para os próximos dias.

Na semana passada, o Banco Central Europeu elevou os juros em mais 25 pontos-base, indicando que o ciclo de aperto monetário ainda não acabou. Na próxima quinta-feira, é a vez do Banco Central da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) tomar sua decisão e a expectativa também é de uma nova elevação, na mesma magnitude, o que elevaria a taxa dos atuais 4,50% para 4,75%.

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No Brasil, as atenções se voltam para decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O mercado é unânime em apostar que a Selic será mantida em 13,75%, patamar no qual está desde setembro do ano passado, na reunião que se inicia na próxima terça-feira (20) e termina na quarta (21).

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Na seara política, o projeto do arcabouço fiscal está sob revisão do Comitê de Assuntos Econômicos (CAE), que discute possíveis alterações. O presidente da casa, Rodrigo Pacheco, informou que se o CAE aprovar o projeto na terça-feira, o tema poderá ser votado em plenário no mesmo dia. Definido o arcabouço, o Congresso tende a avançar com o texto final da reforma tributária, com promessas de aprovação no mês de julho.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam com leve baixa nesta manhã de segunda-feira, quando mercados a vista de ações e títulos dos EUA estão fechados devido ao feriado de Juneteenth.

Depois do discurso hawkish (duro, mostrando preocupação com a inflação) de Powell na última quarta-feira (14), logo após a decisão do Fed de manter os juros, investidores buscam pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária. Pelas projeções do BC americano, ainda haveria espaço para mais duas altas ainda este ano ano.

A agenda de indicadores dos Estados Unidos traz ainda uma série de dados do setor imobiliário e índices de gerente de compras (PMI’s) do setor industrial e de serviços, que podem trazer novos sinais de desaceleração da economia americana.

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Veja o desempenho dos mercados futuros:

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com baixa na sessão de hoje antes da decisão de política monetária do banco central da China na terça-feira.

Espera-se que o Banco Popular da China (PBOC) corte suas taxas de juros principais de empréstimo de referência na terça-feira, após uma redução semelhante em empréstimos de política de médio prazo na semana passada para sustentar uma recuperação econômica instável.

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Fontes disseram à Reuters que a China lançará mais estímulos para sua economia em desaceleração este ano, mas as preocupações com a dívida e a fuga de capitais manterão as medidas destinadas a sustentar a demanda fraca nos setores de consumo e privado.

Europa

Os mercados europeus operam em queda, com investidores permanecendo preocupados com as perspectivas econômicas.

As ações de empresas químicas e de construção são os destaques negativos na Europa, enquanto as ações de bancos se destacam na ponta contrária.

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Já o rendimentos dos títulos do governo do Reino Unido de 2 anos atingiram o maior nível em 15 anos nesta segunda-feira.

Commodities

Os preços do petróleo recuam com incertezas sobre o crescimento na China pesando sobre os mercados. Vários grandes bancos reduziram suas previsões de crescimento do produto interno bruto (PIB) da China em 2023 depois que dados de maio da semana passada mostraram que a recuperação pós-Covid na segunda maior economia do mundo estava vacilando.

As cotações do minério de ferro na China tiveram ligeira baixa.

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Bitcoin

2. Agenda

A agenda da semana tem como destaque a decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil. O mercado é unânime em apostar que a Selic será mantida em 13,75%, patamar no qual está desde setembro do ano passado, na reunião que se inicia na próxima terça-feira (20) e termina na quarta (21).

A agenda de indicadores dos Estados Unidos traz ainda uma série de dados do setor imobiliário e índices de gerente de compras (PMI’s) do setor industrial e de serviços, que podem trazer novos sinais de desaceleração da economia americana.

Destaque também à falas do presidente do Fed, Jerome Powell, que deve comparecer perante o congresso em duas ocasiões, na quarta (28) e na quinta-feira (29).

Decisão do Copom, arcabouço fiscal no Senado e fala de Powell: o que acompanhar na semana

Na semana passada, o Banco Central Europeu elevou os juros em mais 25 pontos-base, indicando que o ciclo de aperto monetário ainda não acabou. Na próxima quinta-feira, é a vez do Banco Central da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) tomar sua decisão e a expectativa também é de uma nova elevação, na mesma magnitude, o que elevaria a taxa dos atuais 4,50% para 4,75%.

Brasil

8h25: Boletim Focus

14h30: Presidente Lula se reúne como ministro da Fazenda, Fernando Haddad

15h: Balança comercial (semanal)

3. Noticiário econômico

‘Principal esforço do BNDES é retomar captação internacional de recursos’, diz Nelson Barbosa

O diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Barbosa, disse em entrevista à GloboNews que o principal esforço do banco de fomento é recuperar a captação internacional.

Segundo ele, diversas instituições, como o banco dos Brics, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco de Desenvolvimento da China, chegaram a oferecer recursos ao BNDES na gestão do governo Bolsonaro, mas não foram aceitos.

Mais de 60% dos recursos do governo para compra de carros com desconto já acabaram

O programa de estimulo às vendas de carros já consumiu mais de 60% dos recursos ofertados pelo governo federal em créditos tributários, pouco menos de duas semanas após o seu lançamento oficial. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), desde 5 de junho até sábado, 17, foram consumidos R$ 300 milhões dos R$ 500 milhões destinados ao programa de crédito tributário para estimular a indústria automotiva. Os dados foram publicados pela CNN Brasil e confirmados pelo Estadão.

4. Noticiário político

TSE inicia nesta semana julgamento que pode tornar Bolsonaro inelegível

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve iniciar na quinta-feira (22) o julgamento que pode tornar inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ex-presidente é alvo de processo em que o PDT o acusa de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicações por conta de uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022, em que ele fez ataques ao sistema eleitoral.

5. Radar Corporativo

JBS (JBSS3)

A JBS anunciou que investirá R$ 800 milhões em sua unidade da Friboi em Diamantino (MT), o que permitirá triplicar a capacidade de produção no local. Os recursos serão aplicados na recuperação e modernização da fábrica, atingida parcialmente por um incêndio no último dia 11. Com o investimento, a unidade de Diamantino se tornará a maior da Friboi no país, segundo nota da empresa.

O anúncio do investimento foi feito no sábado (17) pelo CEO da JBS no Brasil, Gilberto Xandó, e pelo presidente da Friboi, Renato Costa, durante encontro com autoridades locais e com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em visita à unidade.

Copasa (CSMG3)

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa (CSMG3) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) referente ao 2º trimestre de 2023 (2T23), no valor bruto de R$ 128,5 milhões, o equivalente a R$ 0,3389170187 por ação.

A data de corte é 21 de junho de 2023. O pagamento será em 14 de agosto de 2023.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)