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SÃO PAULO – A restrição maior ao crédito, somada à cautela por parte do consumidor em adquirir novas dívidas refletiram nos dados de inadimplência registrado no ano de 2013, que revelam queda nos últimos dois anos, de acordo com indicador de registro de inadimplentes elaborado pela Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).
O dado é consolidado a partir da quantidade de novos registros negativos informados pelas empresas em virtude do não pagamento de compromissos financeiros firmados e aponta que após alcançar uma faixa 22,8% no final de 2011, iniciaram um movimento de queda, fechando 2012 em 4,5%, até ficar próximo à estabilidade no final de 2013, com um recuo de 0,04%.
O Indicador de Risco de Crédito dos Consumidores (IRC) também mostrou diminuição de 1,7% do risco desses consumidores se tornarem inadimplentes no quarto trimestre de 2013, em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 100,0 para 98,3.
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Menos risco, menos crédito
Fernando Cosenza, diretor de sustentabilidade da Boa Vista, explica que as novas safras de crédito tendem a ser mais sustentáveis, com riscos inferiores e com a manutenção da estabilidade da inadimplência no final deste ano. Depois de chegar a cair no decorrer de 2014, a expectativa é que a inadimplência retorne ao patamar do final do ano passado, fechando novamente próximo à estabilidade.
Apesar do recuo do risco de crédito, o ambiente macroeconômico em geral e as políticas mais restritivas ao crédito não devem alterar o comportamento do consumo para o ano de 2014. Dados do Banco Central revelados nesta semana mostram que as operações de crédito cresceram menos, fechando em 14,6%, o menor patamar desde o ano de 2010.
Para o economista da Boa Vista Serviços, Flávio Calife, o foco do consumidor no ano passado se voltou para o pagamento das dívidas, que vem de uma recuperação frente aos fortes índices registrados nos anos anteriores.
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“Nos últimos anos tivemos um grande crescimento do comércio, como também da demanda por crédito, o que levou ao forte índice de endividamento nos últimos dois anos. Para 2014, a tendência é de um menor crescimento do crédito e com a inadimplência novamente próximo à estabilidade”, finaliza.