Concorrência entre postos influencia no preço do combustível

Num primeiro momento nem todos concordavam com a redução no início de janeiro

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SÃO PAULO – No início de janeiro o Governo anunciou uma redução no preço médios dos combustíveis nos postos de 13%. O principal motivo para o reajuste seria a queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional, impulsionada pela recente queda do dólar. O último reajuste, que ocorreu em outubro do ano passado, elevou o preço da gasolina em 3,11% nas bombas de forma que o preço do litro nos postos chegou a R$ 1,77 na média.

A partir da redução de 13% concedida pelo Governo, o preço médio da gasolina passou para R$ 1,545. No entanto, num primeiro momento nem todos os postos estavam concordando com a redução imediata nas bombas com o argumento de que os estoques ainda contam com uma quantidade de gasolina comprada num momento onde o dólar estava em seu auge e, portanto, cobrariam o preço antigo até que o estoque se esgotasse.

Concorrência fez com que os postos aderissem ao reajuste imediato

Contudo, a forte concorrência no setor fez com que os preços praticados pelos postos caíssem logo na primeira semana após o anúncio da redução. Prova disso foi a decisão de alguns postos de baixar o preço da gasolina na mesma semana em que o reajuste foi concedido, com o intuito de atrair uma maior clientela. Esta atitude acabou forçando outros postos, que por serem localizados em regiões próximas aos que concederam o reajuste, se viram forçados a baixar o preço, reduzindo desta forma suas margens de lucro. Ganhou o consumidor que acabou tendo acessos mais postos com preço reduzido.

ANP pressiona postos que ainda não baixaram seus preços

Desde o último dia 07 de janeiro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) está divulgando em seu site uma listagem com o levantamento do preço da gasolina nos postos das grandes capitais. O acompanhamento deverá se estender até o dia 18 de janeiro, prazo considerado suficiente para que todos os postos repassem seus reajustes. Com isso, a ANP pretende pressionar estes postos a baixarem seus preços.

Postos “bandeira branca” têm melhor preço

Os preços mais em conta partem dos chamados postos “bandeira branca”, isto é, postos que não possuem bandeira definida, como Shell, Ipiranda, BR, entre outras. Um exemplo é o Auto Posto São Felipe, localizado na zona Oeste da cidade de São Paulo no bairro do Butantã, onde o preço da gasolina está bem abaixo da média atual de R$ 1,545, chegando a custar R$ 1,419 por litro. Segundo o levantamento da ANP, o preço mais baixo da gasolina foi encontrado a R$ 1,390 nos postos Auto Posto Aro (Mercoil) e Posto Picoolino (BR), localizados no Ipiranga e Aclimação, respectivamente.

Por outro lado, há postos onde o preço da gasolina continua estacionado, como no caso do Posto Girassol (Shell), considerado o mais caro entre todos e que cobra R$ 1,899 por litro da gasolina. O alto custo do combustível é atribuído à localização do estabelecimento no bairro do Itaim Bibi, região nobre da cidade de São Paulo. Em segundo lugar entre os mais caros, está o Paulista Center Auto Posto (Texaco), localizado no Paraíso. Lá, o preço do litro da gasolina fica em R$ 1,879 em função de sua localização muito próxima à região da Av Paulista, considerada centro financeiro da cidade.

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Para saber mais sobre os postos que estão incluídos neste levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo, clique aqui.