Tesouro Direto: taxa de prefixado se recupera e vai a 11,20% após Focus mostrar recuo nas projeções de inflação

Os juros dos títulos de inflação também mostravam recuperação após queda no início da sessão; investidores ainda aguardam decisão de juros nos EUA

Leonardo Guimarães

(Shutterstock)
(Shutterstock)

Publicidade

Os juros dos títulos do Tesouro Direto se recuperam e operam em alta nesta segunda-feira (12). Mais cedo, os juros apresentavam queda na comparação com a última atualização de sexta-feira. Investidores repercutem novo recuo nas estimativas para a inflação brasileira nos próximos anos, enquanto esperam decisão de juros nos Estados Unidos.

Pela manhã, o Relatório Focus do Banco Central mostrou que os analistas de mercado revisaram para baixo as projeções para a inflação. A estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano caiu de 5,69% para 5,42%. Foi a quarta queda seguida.

A previsão para o ano que vem recuou pela segunda vez consecutiva, de 4,12% para 4,04%. As previsões para o IPCA de 2025 e 2026 também recuaram, de 4,0% em ambos os casos, para 3,90% e 3,88%, respectivamente.

Oportunidade com segurança!

O assunto da semana é a decisão de juros nos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) anuncia na próxima quarta-feira (14) se mantém os juros no patamar entre 5% e 5,25% ou se aumenta a taxa básica para o intervalo entre 5,25% e 5,5% ao ano. A maioria do mercado aposta na manutenção das taxas de juros no país.

No Tesouro Direto, os juros dos prefixados passaram por um efeito sanfona: a taxa do Tesouro Prefixado 2026 chegou a cair para 10,42% pela manhã, mas se recuperou e tocava os 10,52% na última atualização, às 15h21. O juro do Tesouro Prefixado 2029 subia de 10,94% na sessão de sexta-feira para 10,98% após tocar os 10,90% mais cedo. Já a rentabilidade do Tesouro Prefixado 2033 chegou a 11,20% ante 11,13% na sessão anterior.

O mesmo movimento foi visto nos títulos de inflação. A rentabilidade real do Tesouro IPCA+ 2055 subia de 5,57% na sessão anterior para 5,58% após cair para 5,54% pela manhã. Já o papel de inflação mais curto, o Tesouro IPCA+ 2029, entregava rentabilidade real de 5,30% ante 5,27% ao ano na sessão anterior.

Continua depois da publicidade

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na tarde desta segunda-feira (12): 

Boletim Focus

A novidade do Focus desta semana foi o recuo nas projeções mais longas de inflação, em 2025 e 2026. A projeção para a Selic em 2026 também caiu, de 9% para 8,75%.

Para 2022, a estimativa para a taxa de juros básica continua em 12,50% há oito semanas. A de 2024 foi mantida em 10,0% pela 17ª semana seguida e a de 2025 está em 9,0% há 18 semanas.

Para o crescimento do PIB de 2023, a projeção subiu de 1,68% para 1,84%. A estimativa para 2024 caiu de 1,28% para 1,27%, enquanto a e 2025 subiu de 1,70% para 1,80% e a 2026 avançou de 1,80% para 1,95%.

Já a estimativa para o dólar em 2023 foi mantida em R$ 5,10 nesta semana. A projeções para 2024 subiu de R$ 5,16 par R$ 5,17 e as 2025 continuou em R$ 5,20. A projeção para 2026 avançou de R$ 5,26 para R$ 5,27.

Reunião do Fomc

A decisão Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) dos Estados Unidos é muito aguardada pelo mercado na próxima quarta-feira.

Continua depois da publicidade

Dados do CME Group mostram que, na manhã desta segunda, 74,8% dos agentes do mercado financeiro apostavam na manutenção da taxa básica de juros, enquanto 25,2% esperam um aumento.

A agenda da semana também tem decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE). A expectativa é que o órgão promova um ajuste de 25 pontos-base na taxa de juros do bloco econômico.