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SÃO PAULO – O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires operava há pouco em queda de 2,87% em relação ao fechamento anterior, atingindo os 458,88 pontos. Contudo, mesmo com a performance negativa de hoje, o índice acionário na Argentina acumula uma valorização em 2002 de 55,61%, frente à queda de 2,69% registrada pelo Ibovespa no mesmo período. A exemplo do ocorreu com o Bovespa no ano da desvalorização cambial do real frente ao dólar em 1999, o Merval terá que se apoiar nas diretrizes econômicas para assegura a tendência de forte valorização registrada até então.
Valorização é apoiada na maior demanda por ativos reais
A bolsa na Argentina permaneceu fechada desde 21/12, dia posterior à renúncia do presidente Fernando de la Rúa, voltando a operar somente nos últimos dias. A valorização ocorreu porque boa parte dos argentinos buscou ativos reais, tentando se livrar de papel moeda, temendo a desvalorização do peso. Também por um longo período, o mercado financeiro do país permaneceu fechado por conta do feriado bancário e cambial que também foi decretado em 21 de dezembro do ano passado.
Desta forma, depois de reaberto os mercados, os argentinos que conseguiram evitar o confisco de seus recursos, preferiram investir em ações devido à segurança diante da possibilidade de congelamento dos recursos.
Bovespa teve comportamento semelhante na desvalorização cambial de 1999
No mesmo sentido de forte valorização registrada pelo índice acionário do mercado argentino, o índice Bovespa da bolsa paulista acumulou uma valorização de 151% em 1999, quando a moeda brasileira abandonou a banda fixa de flutuação e o governo passou a adotar o câmbio flutuante. Já a moeda brasileira registrou a maior desvalorização anual em 1999, que chegou a 48,12%.
Acompanhe a seguir o comportamento do Bovespa no ano da desvalorização cambial de 1999: