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SÃO PAULO – Os pré-universitários que estão aguardando o resultados de vários vestibulares em todo país, além da preocupação natural de ter sua vaga garantida, começam a pensar em como irão pagar as mensalidades. São poucos aqueles que conseguem passar numa faculdade pública e são privilegiados em ter a educação paga pelo governo. Desse modo, as enormes despesas com as mensalidades tornam-se um pesadelo na vida do universitário com poucos recursos financeiros.
A educação universitária é cara no mundo inteiro e para não deixar de fora das salas de aula milhares de estudantes com excelentes potenciais de aproveitamento, muitas faculdades e até mesmo o Ministério da Educação oferecem bolsas de estudo. São créditos estudantis com juros mais em conta, e no quais o aluno só começa a pagar depois de formado.
Faculdades tradicionais oferecem oportunidades
Pagar uma mensalidade de R$ 1.170,00 não é nada fácil. O aluno que quiser estudar administração de empresas na GV terá que desembolsar essa quantia todos os meses ao longo de quatro anos. E se sua família não puder bancá-lo, o jeito é recorrer ao programa de bolsas da própria faculdade. É possível financiar de 20% a 100% do valor das mensalidades, porém o crédito só é liberado após uma longa análise sócio-econômica do candidato. Se for aprovado, o aluno só pagará durante o período da graduação as taxas de matrícula e começa a quitar o saldo da dívida um ano após ter se formado.
Além da bolsa principal, o estudante ainda pode requer um crédito para o material escolar, especialmente para aquisição de livros, que não costumam ser nada baratos. Outra universidade bastante conhecida que concede bolsas é a PUC, que tem um departamento próprio para cuidar desse assunto. Em função da grande quantidade de cursos, os créditos variam bastante dentro da universidade.
MEC financia educação de carentes
Uma alternativa desenvolvida pelo próprio governo federal através do Ministério da Educação, MEC, é o Fies, Programa de Financiamento Estudantil. Nesse primeiro semestre de 2002 serão oferecidas 30 mil vagas, com linhas de crédito de até 70% das despesas com mensalidades. Para ter acesso ao benefício, o aluno tem que estar matriculado numa das 700 instituições de ensino cadastradas no programa.
O número de vagas ainda é pequeno para um país de 170 milhões de habitantes, mas de qualquer modo muita gente pode ser beneficiada com os financiamentos. Um curso superior é pré-requisito para um bom ingresso no mercado de trabalho e até mesmo para um amadurecimento pessoal. Pode não ser uma receita totalmente confiável, porém é um caminho certeiro para quem está à procura do sucesso profissional.
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Planejamento financeiro começa logo cedo
A forma mais fácil de garantir a faculdade de um filho no futuro é começando a poupar desde o seu nascimento. Quanto antes os pais fizerem uma aplicação, maior tranqüilidade eles terão na hora de pagar os estudos ao filho. E não precisa ser muito. Aplicar R$ 100 por mês desde a hora de a criança tiver nascido poderá garantir após 18 anos o equivalente a quase R$ 88 mil. Isso se considerarmos um fundo de investimentos conservador. Esse montante é suficiente para cobrir os gastos de uma faculdade com mensalidade de mais R$ 1.400 ao longo de cinco anos.
Mesmo que os pais tenham recursos para custear a educação dos filhos quando eles tiverem completado 18 anos, a quantia economizada poderá ser destinada a um outro fim. É dinheiro de sobra para cobrar um automóvel, pagar um curso de línguas no exterior ou até mesmo garantir a pós-graduação no futuro. Para calcular o quanto precisa economizar para garantir a faculdade do seu filho Clique aqui.