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SÃO PAULO – O desemprego foi a principal causa de inadimplência no terceiro trimestre do ano, apontou pesquisa realizada pela Boa Vista Serviços, divulgada nesta terça-feira (29).
De acordo com o levantamento, 34% dos inadimplentes apontaram o desemprego como o principal fator para o não pagamento dos débitos, número quatro pontos percentuais maior do que o apurado no trimestre anterior.
Quando consideradas as faixas de renda, o desemprego é causa preponderante entre os que recebem até três salários mínimos mensais (42%) e para a faixa dos que possuem renda de três a dez salários mínimos (32%). Para as famílias com rendimentos acima de dez salários mínimos, o principal motivo para a incapacidade de pagamento é o descontrole financeiro, com 25% das indicações.
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Meios de pagamentos
Considerando todas as faixas de renda, o segundo item mais citado como causador da inadimplência foi o descontrole financeiro, que recebeu 23% das respostas. Em seguida, aparece o empréstimo do nome para terceiros, com 11%.
Dos consumidores entrevistados, 30% declararam ter alguma restrição gerada por alguma compra realizada com pagamento por meio de boleto ou carnê, ultrapassando o cartão de crédito (28%), que liderou as indicações nas duas últimas pesquisas. Em seguida estão as restrições com cheques sem fundos (17%), empréstimo pessoal (12%), cartão de loja (8%) e cheque especial (6%).
No que diz respeito ao produto ou serviço que causou a inadimplência, 19% apontou que as dívidas não pagas tiveram origem nas compras de itens de alimentação, outros 19% apontaram as compras de vestuário e calçados como os grandes vilões. O não pagamento de contas com concessionárias públicas foram citados por 17%, enquanto 16% afirmaram que as dívidas foram motivadas pela aquisição de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos.
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Condições de pagamento
Ainda de acordo com o levantamento, 48% dos inadimplentes possuem apenas uma conta em atraso. Outros 34% possuem duas ou mais e 18% estão com quatro contas com atrasos superiores a 90 dias.
A maioria (51%) das dívidas não pagas está abaixo de R$ 1 mil, 17% acima de R$ 5 mil, 17% entre R$ 1 mil e R$ 2 mil e 16% de R$ 2 mil a R$ 5 mil.
Quando perguntados sobre o nível de endividamento e o comprometimento das rendas das famílias com o pagamento de dívidas, 22% dos consumidores inadimplentes se declararam muito endividados e 16% dizem que mais da metade da renda familiar está comprometida com o pagamento de dívidas.
No que diz respeito ao futuro, o percentual de inadimplentes que acredita que a situação financeira estará melhor no próximo ano se manteve praticamente estável, quando comparado com o segundo trimestre do ano, passando de 87% para 85% no período analisado.