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SÃO PAULO – O número de paulistas endividados caiu 3,6 pontos percentuais, passando 57,1% em maio para 53,5% em junho de 2013, revelou a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), apurada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
Já no comparativo com junho de 2012, o nível de endividamento subiu de 48,7% para 53,5%. Em números absolutos, o total de famílias endividadas caiu de 2,04 milhões para 1,92 milhão entre maio e junho.
De acordo com a entidade, a primeira queda do endividamento nos últimos três meses demonstra que o consumidor está conseguindo estabilizar seu orçamento familiar, impactado pelo efeito inflacionário de alta verificado no mesmo período, principalmente, nos preços dos alimentos.
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“A oscilação da inflação nos próximos meses deve ser determinante para o recuo ou não do endividamento. Por um lado, a expectativa de uma boa safra para o restante do ano deve impactar na redução do preço de alguns produtos e colaborar na diminuição do endividamento para os próximos meses”, ressaltou a Fecomerci-SP.
Por outro, a entidade lembra que o aumento da cotação do dólar deve impactar o preço dos produtos e insumos importados e colocar pressão na inflação nos próximos meses. Isso pode afetar a confiança do consumidor e seu poder de compra.
O endividamento diminuiu tanto entre as famílias com renda de até dez salários mínimos quanto famílias com renda superior, com redução de 2,8% e 5,7%, respectivamente.
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Contas em atraso
Em junho, o número de famílias com contas em atraso apresentou queda de 1,8% em relação ao mês anterior, registrando 14,6%. No comparativo com o mesmo período do ano passado, o indicador apresentou redução de 5,2%.
Em relação ao prazo médio de comprometimento de renda das famílias, 37% possuem dívidas por mais de um ano, 22,4% entre três e seis meses, 20,4% até três meses e 17,6% entre seis meses a um ano.
Para 53,2% das famílias, a parcela da renda comprometida das famílias com o pagamento de dívidas está entre 11% e 50% e o cartão de crédito continua o principal tipo de dívida para 69,5% das famílias analisadas. Em seguida, estão carnês (16,5%), crédito pessoal (15%), financiamento de carro (13,9%), financiamento de casa (8,3%) e cheque especial (5,8%), entre outros.