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SÃO PAULO – O número de famílias paulistanas endividadas, com contas em atraso e sem condições de pagar os débitos é maior entre aqueles com renda de até dez salários mínimos. Em outubro deste ano, 7,2% delas afirmaram que não poderão honrar com o pagamento dos débitos no próximo mês. Entre os que ganham mais do que dez mínimos, este percentual é de apenas 0,3%.
Segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), considerando apenas as famílias que possuem contas em atraso, 25,4% dos entrevistados que recebem até dez mínimos disseram que vão pagar parte do débito e outros 26,7% deverão pagá-lo integralmente. Neste caso, 44% acredita que não terão condições de pagar.
Considerando as famílias com as contas em atraso e que ganham mais de dez mínimos, 71,4% conseguirão honrar totalmente seus compromissos, enquanto 14,3% disseram que vão quitá-los parcialmente. Assim como outros 14,3% não terão condições de pagar nada.
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Do total de endividados com contas em atraso, considerando todas as faixas de renda, 36,3% disseram que não terão condições de pagar as dívidas no próximo mês, outros 22,5% conseguirão pagar parte delas e 38,2% afirmaram que pagarão totalmente os débitos.
Endividados
A pesquisa mostra que, do total dos entrevistados, 9,5% disseram que estão muito endividados. Esse percentual é maior entre os que recebem até dez salários mínimos (11,4%) do que entre as famílias com renda superior a esse patamar (4,2%).
De modo geral, 14,3% dos entrevistados estão mais ou menos endividados e 25,1% estão pouco endividados. Em compensação, 49,8% das famílias não têm dívidas, sendo que, entre aquelas com renda de até dez salários mínimos, o número cai para 44% e, entre aquelas com renda superior a dez mínimos, sobe para 66,6%.
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Cartão de crédito lidera
Analisando os tipos de dívida, de maneira geral, o cartão de crédito lidera, com 73,6% das respostas, seguido pelos carnês, 19,5% e financiamento de carros, 17,6%.
Considerando as faixas de renda, novamente o cartão de crédito aparece no topo da lista, sendo o principal tipo de dívida de 77,2% das famílias que ganham até 10 salários mínimos e de 63,2% das que têm renda acima deste valor.
Já os carnês endividam mais os de renda de até 10 salários mínimos, 23,7%; do que os de renda maior, 7,4%. Por fim, financiamento de carros endivida mais as famílias que recebem mais de 10 mínimos (33,7%) do que as que ganham menos do que isso (12%).