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SÃO PAULO – A Cielo (CIEL3) reafirmou que prevê queda nas taxas cobradas de lojistas para fazer transações com cartões de crédito e débito. A expectativa é de redução de 5 a 7 pontos bases nos próximos 12 meses, de acordo com o presidente da companhia, Rômulo Mello Dias.
“Continuamos com a expectativa de redução de 5 a 7 pontos base para o final do ano que vem”, afirmou o executivo, que participou de teleconferência com analistas nesta quarta-feira (24).
A taxa líquida de desconto cobrada dos lojistas por transações com cartões de crédito e débito (chamada de MDR) ficou estável no terceiro trimestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano anterior, em 103 bps. No segmento de cartão de crédito, o indicador foi de 116, e em débito, de 80 – correspondendo a uma queda de 2 bps e um aumento de 3 bps, respectivamente no confronto anual.
Redução de volume
Esta perspectiva de queda é reflexo de um cenário mais competitivo no mercado de cartões de crédito para o restante do ano, em especial no nicho de grandes clientes. No segundo trimestre, a Cielo já havia afirmado que perdeu para a concorrência grandes contas que representavam um volume de vendas anualizado de R$ 5 bilhões. Durante esta teleconferência, no entanto, Dias afirmou que uma perda anualizada de R$ 12 bilhões parece um número “crível”.
Competição
Sobre o aumento da concorrência e a possível redução de participação no mercado, ele afirmou que o panorama permanece o mesmo. “Nós continuamos com a mesma avaliação do cenário de competitividade: mais desafiador”, destacou o executivo.
Dias espera que, com exceção da própria Cielo e da principal concorrente Redecard, os novos aderentes, juntos, alcancem participação de mercado entre 15% e 20% nos próximos três anos.
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Crescimento menor
Em relação ao setor de cartões, Dias espera um crescimento abaixo de 20% este ano. Ele afirmou que tendo em vista a forte base de comparação com os trimestres anteriores e, principalmente, a penetração dos meios de pagamento eletrônico, o crescimento do mercado vai se tornando mais desafiador.
“Seria uma surpresa positiva a indústria crescer acima de 20%. Esperamos um crescimento não tão forte como foi no ano de 2011, sobretudo pela penetração dos meios de pagamento eletrônico”, disse.