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Seguro de vida não é só para quem tem muito dinheiro

Apólice é indicada também para os chefes de família que ainda não acumularam tantos bens, mas cujos parentes dependem da sua renda

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A contratação de um seguro de vida não é indicada apenas para quem já possui uma situação financeira estável, sendo apropriada também para os menos afortunados, que até dado momento da vida ainda não tenham acumulado tantos bens. O produto é indicado para pessoas que tenham o interesse em proteger financeiramente familiares e dependentes, principalmente caso uma fatalidade venha a ocorrer.

Para determinar o valor do seguro de vida, quem é casado ou possui filhos deve estimar primeiramente as despesas correntes da própria família, bem como o prazo de cobertura destas despesas antes de optar por uma contratação. Lembre-se que o seguro não tem como objetivo garantir uma renda perpétua, mas sim dar condições para que sua família possa se reestabelecer.

Feito isso, o consumidor interessado no produto deve realizar um balanço de seus bens pessoais, ou seja, do próprio patrimônio. Como alguns destes bens não poderão ser comercializados, o patrimônio deve ser avaliado já excluindo bens ou valores que não poderão ser usados para garantir uma renda familiar.

Qual é o seu estilo de vida?
Outra etapa importante para quem deseja fechar um contrato deste tipo consiste na avaliação do próprio perfil pessoal.

Os assalariados que ainda não acumularam o suficiente, por exemplo, devem optar por um seguro que seja capaz de cobrir o seu salário pelo período necessário para que sua família possa se reorganizar.

Se o seu cônjuge não trabalhar e você for o único responsável pelo sustento da casa, por exemplo, o período necessário de cobertura deverá ser mais longo. Neste caso, o seguro deverá levar em consideração o custo de um treinamento de capacitação ou abertura de um negócio para que o cônjuge em questão possa, eventualmente, garantir o sustento da família.

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Pais e filhos
Os pais e filhos também devem ser considerados. Se seus pais forem idosos, morarem com você e o seu cônjuge for o responsável pelo cuidado deles, avalie o custo de ter outra pessoa em tal atividade, afinal, muito provavelmente seu cônjuge terá que voltar a trabalhar e não terá condições de arcar com esta responsabilidade.

Possíveis dívidas também deverão ser avaliadas. Ainda que a maioria dos financiamentos imobiliários já inclua no custo da prestação o custo de seguro que garante a quitação do saldo devedor em caso de falecimento, ou acidente com invalidez permanente do titular, avalie se ao falecer sua família terá dificuldades para manter o pagamento de financiamentos ou consórcios e considere o custo disso.

E não se esqueça dos seus filhos. Dependendo da idade deles, você também precisará pensar em alternativas para suprir as necessidades dos seus herdeiros. Se eles ainda forem crianças, por exemplo, recorra à um seguro educação ou plano de previdência voltado à garantia total ou parcial dos estudos.