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O IBGE acaba de divulgar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que ficou em 0,52%, contra a expectativa do mercado de 0,56%. Em maio, o índice atingiu 0,58%, enquanto que, em junho de 2000, o IPCA foi de 0,23%. O acumulado deste ano chega agora a 2,96%, levando a taxa em doze meses a 7,35%.
O principal responsável pela alta no índice foi a tarifa de ônibus (+5,22%), devido ao aumento registrado em São Paulo. Outros itens que apresentaram elevações foram as taxas de água e esgoto (+4,48%), de telefonia fixa (+1,34%) e de energia elétrica (+0,18%). Houve deflação nos produtos farmacêuticos (-2,26%), resultado de negociações entre o governo e os laboratórios sobre a redução de preços. Os efeitos do racionamento de energia serão apurados a partir do próximo mês, com os dados das concessionárias sobre os valores cobrados dos consumidores.
A cidade de Belém registrou, em junho, o índice regional mais baixo (-0,34%), enquanto São Paulo apresentou o maior índice (+0,97%).
O IPCA veio dentro do esperado e isto pode reforçar a idéia de que a inflação está sob controle e o país será capaz de atingir a meta para o ano de 2001 que é de 5,8% e certamente terá peso elevado na condução do nível das taxas de juros a ser determinada pelo Banco Central na próxima reunião do Copom.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, referindo-se às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange 09 regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia e de Brasília.