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SÃO PAULO – Com as recentes medidas de estímulo ao crédito, não possuir restrições no CPF (Cadastro de Pessoas Físicas), pode ser o caminho para a realização de sonhos, como a compra de um carro zero quilômetro, casa ou outros bens de menor valor.
Porém, ter o nome limpo também pode trazer dores de cabeça, quando o assunto é emprestar o crédito para amigos ou parentes.
Às vezes pelo vínculo emocional ou pelo grau de parentesco, muitos consumidores acabam financiando produtos para terceiros, sem saber se a dívida será honrada. “Existe um risco enorme nessa atitude. O consumidor tem que entender que o nome dele é muito importante”, afirma o economista da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida.
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De acordo com o especialista, com o Cadastro Positivo, vai contar o histórico de bom pagador. “Por isso, é importante ter sempre o nome limpo, assim, o consumidor poderá ganhar juros menores com o Cadastro”, completa.
Consequências
Segundo Almeida, ficar de fora do Cadastro Positivo é apenas um dos problemas obtidos por emprestar o crédito.
De acordo com o economista, dívidas mais altas levam mais tempo para serem quitadas, como a compra de carro, e neste caso, o consumidor continuará inadimplente até arcar com a dívida. Além disso, com a dívida do financiamento do automóvel, o consumidor não poderá comprar o próprio carro ou até mesmo financiar um imóvel. “Tem que saber dizer não, deixar de ser emotivo para ser racional”, finaliza.