Barclays eleva recomendação e preço-alvo para ações da Cielo

Banco projeta upside de 18% para os papéis da operadora de cartões, que podem fechar o ano cotados a R$ 63

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SÃO PAULO – O Barclays elevou a recomendação das ações da Cielo (CIEL3) de “equalweight” para “overweight”, sinalizando que os papéis da companhia poderão superar o desempenho do setor em um horizonte de doze meses. O preço-alvo também foi revisto para cima, passando de R$ 46 para R$ 63. O novo valor representa uma alta de 18% sobre o preço das ações (R$ 53,58) no fechamento de terça-feira (29).

A instituição ainda diz que levou em conta uma análise conservadora, o que, em caso de nenhum catalisador negativo se materializar, abre espaço para uma potencial surpresa positiva com os ganhos da companhia.

As projeções se baseiam, segundo aponta o relatório, na possível melhora dos resultados da Cielo. Embora o lucro da companhia tenha vindo 13% abaixo do esperado pelo mercado no primeiro trimestre do ano, a expectativa é que o lucro por ação seja mais forte que o projetado anteriormente, em um crescimento de 28% no acumulado de 2012 e 12% no ano seguinte. A revisão dos números ocorreu após os volumes e as margens virem melhores que o esperado pelos analistas.

A margem Ebitda, que mede a capacidade de geração de lucro da empresa, também tende a subir. Para o Barclays, o indicador passará de 62% em 2011 para 66% este ano.

Outro fator que impulsionará a companhia é o bom desempenho do setor de cartões de crédito. O Barclays estima que o segmento crescerá 20% no segundo trimestre de 2012.

O investidor deve ficar atento, contudo, ao andamento das negociações do banco Itaú em torno da Redecard. A instituição estuda fechar o capital da operadora de cartões, medida que deve impactar o desempenho do setor.