Superávit do governo central cai em junho, atingindo R$ 1,74 bilhão

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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O Tesouro Nacional informou o resultado das contas do governo central referente ao mês de junho. O resultado do governo central, composto pelo resultado do Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social, registrou em junho superávit primário de R$ 1,739 bilhão, o que é menos da metade do superávit primário apurado em maio, que foi de R$ 3,488 bilhões. Em junho, o Tesouro Nacional registrou superávit, enquanto a Previdência Social e o Banco Central ficaram deficitários. A receita total de junho foi de R$ 20,928 bilhões e as despesas totalizaram R$ 15,555 bilhões. O resultado de junho é menor que o do mês anterior por conta de receitas extraordinárias registradas em maio.

O Tesouro Nacional contribuiu para o resultado de junho com um saldo positivo de R$ 2,56 bilhões. Por outro lado, a Previdência Social e o Banco Central apuraram no mês déficits de R$ 793,3 milhões e R$ 28 milhões, respectivamente. Com o superávit de junho, as contas do governo central, acumuladas de janeiro a junho, registram um saldo positivo de R$ 18,639 bilhões, o que equivale a 3,18% do PIB estimado para o mesmo período. Nos mesmos seis primeiros meses do ano anterior, o superávit acumulado era de 15,482 bilhões, o que equivale a 2,99% do PIB.

O Tesouro Nacional informou que a retração de 0,34 ponto percentual do superávit em relação ao PIB está associada às receitas extraordinárias registradas no mês anterior. Em maio, o resultado refletiu receitas provenientes do pagamento de dividendos da Petrobras, que somou R$ 830 milhões, referentes ao exercício do ano passado. Além disso, também inflaram as receitas, a arrecadação excepcional de títulos de concessões de serviços de telefonia, que responderam por um montante equivalente a R$ 1,0 bilhão. O Tesouro completa a nota informando que os impostos e contribuições registraram queda por conta de diferença de semanas entre os meses, enquanto maio contou com cinco semanas de contribuições, em junho o total de semanas caiu para quatro.

Para o setor público consolidado em 2001, que inclui as contas do governo central, além dos resultados das estatais, governos estaduais e municipais, a meta é a de atingir superávit primário equivalente a 3% do PIB. Neste sentido, o governo anunciou nesta quarta-feira o corte de R$ 1,0 bilhão em gastos do Orçamento da União, visando a superação da meta inicialmente estipulada.

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