Chiquinho Sorvetes: de uma lojinha em Minas Gerais a uma gigante que prevê faturar mais de R$ 700 milhões em 2023

A empresa que começou em uma lojinha de 15 metros quadrados em Frutal, MG, quer chegar a 800 lojas espalhadas por (quase) todos os estados brasileiros

Mariana Amaro

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Algumas das grandes empresas brasileiras começaram de forma quase despretensiosa. Este é o caso da Chiquinho Sorvetes. A primeira unidade do que viria a ser uma das gigantes do setor alimentício no Brasil ocupava não menos de 15 metros quadrados, no centro da cidade de Frutal, no sul de Minas Gerais.

Isaias Bernardes de Oliveira, o segundo filho mais novo entre 12, e seu pai, o Francisco, se uniram para empreender. Mas a escolha do ramo foi quase por acaso. “Naquela época, eu trabalhava como entregador no armazém da cidade e passava o dia fazendo entrega na rua, debaixo do sol quente. Faz muito calor naquela região, então pensamos que, pelo clima e, faria sentido ser algo para refrescar. Pensamos até em abrir uma casa de sucos, mas escolhemos o sorvete porque é um produto que todos os públicos gostam”, relembra Isaias, em entrevista ao podcast Do Zero ao Topo

Da primeira loja que já levava o nome de Chiquinho, em homenagem ao seu Francisco, até a segunda unidade, cerca de seis anos se passaram. “A segunda unidade foi aberta porque eu me mudei de cidade depois de casar. Fui para Guaíra, no interior de São Paulo, e percebi que poderia abrir uma sorveteria lá também”, diz. As próximas unidades foram abertas por membros da família e em outras cidades do interior paulista: Orlândia, Araraquara, Barretos. “A família foi se interessando pelo negócio e foi conquistando alguns territórios, até chegar a São José do Rio Preto, para onde a matriz da empresa se mudou”, diz.

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A companhia foi crescendo dessa forma, com a família. Em 2010, Isaias percebeu que era a hora de reorganizar a casa. “Até 2010 eu ainda estava na operação, trabalhava na produção, fabricava sorvete, e ainda tinha toda uma demanda das pessoas que estavam abrindo unidades. Viramos a chave e criamos a holding CHQ, e eu passei a gerir a rede”, diz.  Agora, pouco mais de 40 anos depois, a Chiquinho Sorvetes já tem mais de 700 unidades espalhadas pelo país e está em quase todos os estados, com exceção do Amapá. No ano passado, faturou mais de R$ 600 milhões de reais e para 2023, os planos são ainda mais ambiciosos: um faturamento de mais de R$ 700 milhões e mais de 800 lojas.

A história do Isaias, sua família e como a pequena sorveteria se tornou um império presente em quase todos os estados brasileiros é o tema do episódio desta quarta-feira (12) do podcast Do Zero ao Topo. 

O programa está disponível em vídeo no YouTube ou em áudio nas principais plataformas de streaming como ApplePodcastsSpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e Amazon Music.

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Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo entra no seu quinto ano de vida e traz, a cada episódio, um empreendedor(a) ou empresário(a) de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.

O programa já recebeu nomes como o empresário Abílio Diniz; Rodrigo Galindo, chairman da Cogna; Paulo Nassar, fundador e CEO da Cobasi; Mariane Morelli, cofundadora do Grupo Supley; Fernando Simões, do Grupo Simpar; Stelleo Tolda, um dos fundadores do Mercado Livre; Luiz Dumoncel, CEO e fundador da 3tentos; José Galló, executivo responsável pela ascensão da Renner; Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos; e contou dezenas de histórias de sucesso.

Mariana Amaro

Editora de Negócios do InfoMoney e apresentadora do podcast Do Zero ao Topo. Cobre negócios e inovação.