Senado aprova pagamento de correção do FGTS

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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O plenário do Senado aprovou o projeto de lei complementar que regulamenta o pagamento da correção do FGTS referente às perdas provocadas pelos planos Verão (janeiro de 1989) e Collor 1 (abril de 1990). O projeto segue agora direto para sanção presidencial.

Na votação de ontem foram 61 votos a favor, seis contra e nenhuma abstenção. Na terça-feira a proposta já tinha sido aprovada na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado por maioria e sem mudanças em relação ao texto que saiu da Câmara. Os custos desta correção são estimados em mais de R$ 42 bilhões e destinado a 60 milhões de contas, virá do Tesouro Nacional, dos empresários e dos trabalhadores. O Tesouro Nacional entrará com a menor parte da correção, cerca de R$ 6 bilhões.
A maior parte do pagamento caberá aos empresários, já que a contribuição mensal das empresas será elevada de 8% para 8,5% e haverá uma ampliação de 40% para 50% da multa paga em caso de demissão sem justa causa.

Do total do valor, 10% da correção será arcada pelo trabalhador, que vai contribuir pagando uma espécie de ágio para sacar o dinheiro. O ágio será cobrado de quem tiver direito a receber mais de R$ 2.000 de correção do FGTS.

De acordo com o projeto, para receber o dinheiro da correção do FGTS os trabalhadores têm de desistir de entrar com ações na Justiça reivindicando a correção e assinar um termo de adesão concordando com as condições de pagamento. O termo tem de ser assinado até maio de 2002. Será enviado para o trabalhador o extrato do FGTS até abril de 2002. Dessa forma ele terá só um mês para analisar o extrato e conferir a forma de pagamento mais vantajosa.

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