Inadimplência do consumidor sobe para 7,3% em novembro

Segundo mostram os dados da Nota de Política Monetária do Banco Central, a taxa é a maior registrada neste ano

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SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores teve um leve aumento de 0,2 ponto percentual no mês de novembro, na comparação com outubro, ao registrar 7,3% do total das operações. Assim, a taxa é a maior do ano e a mais alta desde fevereiro de 2010, quando estava em 7,2%.

De acordo com os dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21), na comparação com novembro de 2010, houve alta de 1,6 ponto percentual, pois naquele mês a taxa estava em 5,9%.

Os dados do BC mostram que as dívidas vencidas de 15 a 90 dias representaram 6,5% das operações, índice que caiu 0,4 p.p. em relação ao mês anterior e ficou 0,9 ponto percentuais maior na comparação com novembro do ano passado.

Modalidades
Dentre as modalidades analisadas pelo Banco Central, a inadimplência com o cheque especial e a inadimplência com o crédito pessoal registraram os maiores aumentos, de 0,6 ponto percentual e 0,3 ponto percentual, respectivamente, ficando em 10,1% e 5,5%, nesta ordem.

Em novembro, a inadimplência com aquisição de bens (veículos) ficou em 4,9%, 0,2 ponto percentual mais alta que a registrada em outubro. Já a inadimplência da modalidade aquisição de bens (outros) encerrou o mês em 13,8%, queda de 0,2 ponto percentual, se comparada com o mês anterior.

Na tabela abaixo, é possível avaliar as taxas de dívidas vencidas entre 15 e 90 dias e de inadimplência (considerada acima de 90 dias de atraso) das modalidades em novembro deste ano e o mesmo mês do ano anterior. Vale lembrar que os dados são preliminares:

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  Novembro de 2010 Novembro de 2011
Operação Até 90 dias Mais de 90 dias Total Até 90 dias Mais de 90 dias Total
Cheque especial 3,8% 9,2% 13% 4,6% 10,1% 14,7%
Crédito pessoal 3,9% 4,2% 8,1% 4,6% 5,5% 10,1%
Aquisição de Veículos 6,5% 3% 9,5% 8,3% 4,9% 13,2%
Aquisição de bens (outros) 7,1% 9,3% 16,4% 8,1% 13,8% 21,9%
Total 5,6% 5,9% 11,5% 6,5% 7,3% 13,8%
Fonte: Banco Central