Bolsas dos EUA fecham em queda apreensivos com índices econômicos

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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A incerteza tomou conta dos investidores no pregão desta quinta-feira, fazendo com que as bolsas norte-americanas fechassem o dia em baixa. Essa insegurança está sendo gerada pelas divulgações de índices econômicos ao longo da semana.

A publicação dos initial claims, os pedidos de auxílio-desemprego, acabou surpreendendo o mercado pela manhã. No período de 21 a 28 de abril foram registrados 421 mil pedidos, contrariando as estimativas de 390 mil. O que mais preocupa os investidores é a divulgação do employment report. O relatório que sairá amanhã é composto por índices sobre o mercado de trabalho norte-americano, e seu conteúdo certamente irá direcionar o funcionamento das bolsas na sexta-feira.

De acordo com um executivo da fabricante de PC’s Dell, a empresa não irá pensar duas vezes ao realizar seus cortes de custos, nos quais estão incluídas inúmeras demissões. O objetivo da empresa é baixar custos de produção para poder aumentar seu market share. Em fevereiro, a companhia demitiu 4% de seus funcionários. Além disso, ela teve que fazer um recall em 280 mil baterias de notebooks, uma vez que estas corriam o risco de pegar fogo. No pregão de hoje, seus papeis fecharam em baixa de 6,73%, cotados a US$ 24,93.

O índice Dow Jones Industrial, que mede o desempenho das 30 blue chips norte-americanas, fechou em queda de 0,74%, cotado a 10.796,65 pontos. As maiores valorizações ficaram com a fabricante de chips Intel (-4,76%), HP (-3,77%), International Paper (-2,49%), McDonald’s (-2,00%), American Express (-1.80%) e a gigante Microsoft (-1,76%). Já do lado das valorizações, o maior destaque foi a Philip Morris (+1,16%), que irá lançar no mercado novas ações de sua controlada Kraft Food’s; no IPO (Initial Primary Offer) serão ofertadas 280 milhões de ações, totalizando um valor de US$ 8,7 bilhões, uma das maiores ofertas iniciais de ações da história. Também em alta fecharam o Citigroup (+1,07%), a 3M (+1,03%), a farmacêutica Merck (+0,48%), a United Technologies (+0,22%) e a Procter&Gamble (+0,16%).

O índice Nasdaq Composite, que acompanha as empresas de tecnologia, fechou em baixa de 3,35% a 2.146,20 pontos. Os destaques de queda do dia foram McLeod (-30,28%), a seguradora Pacificare Health Systems (-24,50%), que registrou uma queda de 81% em seu lucro no primeiro trimestre, Palm (-16,21%), JDS Uniphase (-10,69%) e a fabricante de semicondutores Vitesse (-9,19%), que anunciou que cortará 12% de sua força de trabalho, além de 25% dos salários de seus executivos. Por sua vez, as principais altas do índice são Echostar (+14,33%), i2 Technologies (+12,28%), que acaba de trocar seu CEO, a companhia de energia American Power Conversion (+2,04%), Biomet (+0,72%) e Sanmina (+0,63%).

O índice S&P 500, que engloba as 500 maiores empresas dos EUA, fechou o pregão em queda de 1,49%, cotado a 1.248,58 pontos. As desvalorizações mais importantes do dia foram Power One (-9,66%), o mega portal Yahoo! (-9,12%), EMC (-8,84%), Corning (-8,40%) e Novell (-7,02%). Os papeis da Lucent caíram 5,06%, após a notícia de que três de seus funcionários roubaram tecnologia da empresa e venderam para uma companhia chinesa. Em contrapartida as principais altas do índice ficaram com Xerox (+3,66%), a empresa de alimentos Sara Lee (+1,37%), Sunoco (+1,25%), Willians (+1,12%) e a farmacêutica Bristol-Myers (+1,10%).

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