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A instabilidade da economia argentina não influenciou demasiadamente o comportamento das principais bolsas latinas, que não tiveram desempenhos uniformes no pregão desta quinta-feira. Já o mercado norte-americano encerrou o dia com alta de 0,40% no índice Dow Jones, enquanto o Nasdaq Composite registrou baixa de 1,29%.
O governo argentino anunciou hoje a segunda etapa do plano de competitividade destinado a reativar os setores têxteis, de vestuário e de calçados. Entre outras medidas, o programa inclui a eliminação dos impostos ao endividamento empresarial, o pagamento de contribuições patronais como adiantamento do imposto sobre valor agregado (IVA), além de uma moratória para as empresas com dívidas previstas ou impositivas. O ministro da economia, Domingo Cavallo e o presidente De la Rua trabalham agora na construção de um programa similar para recuperar a indústria metalúrgica e de bens de capital.
O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou o dia em ligeira baixa de 0,04% cotado a 431,09 pontos. Os destaques entre as quedas ficaram com as ações da indústria química Atanor (-4,94%), Renault de Argentina (-2,80%), Ledesma (-1,80%), Transportadora de Gás Del Sur (-0,74%), a holding Perez Companc (-0,67%) e Telecom de Argentina (-0,64%). Já as maiores altas ficaram com Banco Bansud (+9,41%), Banco Del Suquia (+3,28%), a petrolífera Astra (+2,86%), Banco Francês (+2,56%), Central Puerto (+1,56%) e Telefónica (+1,21%).
No México, a Máxima Cúpula das Organizações Empresariais do país exigiu do Governo Federal que, durante o anúncio de suas novas medidas econômicas previsto para amanhã, descarte a elevação dos preços da gasolina e das tarifas públicas ou ainda que contraia dívida externa para incrementar os gastos públicos. Segundo a organização, o plano de contingência deveria incluir programas de incentivos às exportações para a Comunidade Européia, a fim de diminuir a dependência aos EUA.
O índice IPC mexicano encerrou o dia também com uma pequena desvalorização de 0,23%, sendo cotado a 6.092,07 pontos. As maiores quedas ficaram com a metalúrgica Hylsamex (-11,43%), Fomento Industrial (-8,12%), Grupo Financeiro Banorte (-3,04%), Grupo Modelo (-2,75%), Organizacion Soriana (-2,41%) e a metalúrgica Tubos de Acero de México (-0,87%). Por sua vez, os destaques entre as altas foram Industrias Penoles (+6,91%), Grupo México (+4,73%), Empresas ICA (+4,32%), Grupo Industrial Maseca (+1,91%), Cementos Mexicanos (+1,42%) e Corporacion Geo (+1,32%).
O destaque chileno fica por conta da objeção feita pela maioria dos senadores norte-americanos ao Tratado de Livre Comércio com o Chile. A posição foi tomada com base no argumento de que nenhum acordo que ponha em perigo as leis comerciais dos EUA contará com o apoio do Congresso. As leis referentes, neste caso, são as legislações antidumping, as mesmas que impuseram extraordinárias tarifas às uvas chilenas. Apesar desta questão pendente o índice IPSA chileno registrou alta de 0,71% sendo cotado a 106,41 pontos.
Outros mercados:
Brasil
IBovespa
+1,45%
Venezuela
IBVC
+0,44%
Peru
ISBVL
+1,41%