Crescimento em operações de crédito influencia arrecadação do IOF

Alterações nas alíquotas do imposto nas operações para a pessoa física também foram responsáveis pela alta

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SÃO PAULO – Nos oito primeiros meses deste ano, a Receita Federal arrecadou R$ 20,839 bilhões com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrado em operações de crédito, câmbio, seguros e aplicações no mercado de capitais, tanto por pessoa física quanto jurídica. O valor representa crescimento de 16,14% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 17,944 bilhões).

A alta se deve, principalmente, às alterações nas alíquotas do IOF nas operações de crédito da pessoa física e de câmbio, além do crescimento de 18,78% no volume de operações de crédito para pessoa física.

Discriminação
Apenas com as operações de crédito – pessoa física, a Receita arrecadou R$ 6,693 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, contra R$ 4,910 bilhões no ano passado.

Já a arrecadação com o IOF em operações de crédito para pessoa jurídica acumula R$ 6,422 bilhões – 9,36% a mais do que o verificado entre janeiro e agosto do ano passado, quando o montante era de R$ 5,872 bilhões. Arrecadações com operações de câmbio, entrada e saída de moedas cresceram, respectivamente, 0,53% e 8,26% no período.

Agosto
Na análise de agosto de 2011 com agosto de 2010, houve alta de 18,21% na arrecadação do IOF, que atingiu R$ 2,904 bilhões. O destaque do mês também foram as operações de crédito pessoa física, que registraram alta de 50,99% na arrecadação do imposto, chegando a R$ 1,073 bilhão.

Confira na tabela abaixo o valor acumulado na arrecadação federal entre janeiro e agosto deste ano, além do valor arrecadado no oitavo mês do ano, apenas com o IOF:

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Operação Janeiro a Agosto Agosto
Crédito – PJ R$ 6,422 bilhões

R$ 861 milhão

Crédito – PF R$ 6,693 bilhões R$ 1,073 bilhão
Câmbio – saída de moeda R$ 1,199 bilhão R$ 167 milhões
Câmbio – entrada de moeda R$ 3,417 bilhões R$ 439 milhões
Outros R$ 3,108 bilhões R$ 364 milhões
Total R$ 20,839 bilhões R$ 2,904 bilhões

Fonte: Receita Federal
Os valores já estão deflacionados pelo IPCA