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De acordo com relatório do IBGE, as vendas do setor varejista brasileiro aumentaram 2,26% em março de 2001 em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas caíram 0,06% no trimestre, comparadas aos três primeiros meses de 2000.
Atualmente, os principais fatores que contribuíram para o fraco desempenho do setor varejista foram a instabilidade da economia internacional, a alta do dólar e da taxa de juros, além da a crise energética que já deve começar a afetar o país. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), por sua vez, rebaixou a previsão de crescimento do setor, que variava entre 4% e 5%, para uma estimativa entre 3% e 4%. Segundo o presidente da entidade, José Humberto de Araújo, dependendo do racionamento de energia, esses números poderão ser revistos. “Vamos orientar o setor a adotar soluções técnicas para a economia de energia, preservando a qualidade e a comodidade no atendimento ao consumidor”, afirma o presidente.
Por enquanto, os supermercados tentarão ao máximo evitar o fechamento de suas lojas aos domingos, segundo maior dia de faturamento, como também a diminuição do horário de funcionamento. Para amenizar as conseqüências da crise no setor, que é responsável por 85% do abastecimento de produtos de largo consumo dos quais 40% são mantidos em câmeras frigoríficas, a Abras recomenda que as empresas reduzam a iluminação das fachadas, dos estacionamentos e do interior das lojas, além da diminuição do uso do ar condicionado e otimização no uso das câmeras frias.
Na próxima semana, uma comissão representando os supermercados irá à Brasília para reivindicar que o setor fique na faixa dos consumidores que terão que reduzir o consumo em 15%. Ao todo são gerados 700 mil empregos pelo setor, e a associação teme que o racionamento possa levar as empresas a cortar postos de trabalho.