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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou no começo desta tarde a primeira pesquisa que revela a reação da indústria paulista às medidas do governo sobre o racionamento de energia. A pesquisa, realizada em conjunto como Instituto Vox Populi, foi feita com 401 associados da Fiesp entre os dias 24 e 25 de maio.
Quando questionados sobre os efeitos do racionamento 25,7% informaram que paralisarão de máquinas em determinados horários, 18,3% demitirão funcionários, 15,4% absorverão a queda na margem de lucro, 8,5% irão reduzir os turnos de trabalho e 3,7% irão aumentar os preços de seus produtos para compensar a queda no volume a ser vendido.
Ainda de acordo com a pesquisa, 40,6% dos industriais paulistas esperam que o racionamento dure em torno de seis meses e 32,1% acreditam que o racionamento superará os 12 meses. Com a redução do consumo, 38,5% dos associados da Fiesp respondeu que não irá apresentar expansão da indústria em 2001, 29,8% deverão dar continuidade aos investimentos no setor e 26,8% disseram que reduzirão seus planos de investimento.