Lula volta a sinalizar que pode discutir autonomia do BC ‘se economia não melhorar’

Presidente questiona "utilidade" que a independência da instituição trouxe para o país desde 2021

Estadão Conteúdo

Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília (iStock)
Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília (iStock)

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Após aliados terem se mobilizado para dizer que a autonomia do Banco Central não está sendo discutida pelo governo, apesar das críticas ao nível da taxa de juros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a sinalizar, nesta quinta-feira (16), que pode discutir o assunto, caso as ações da autoridade monetária não contribuam para melhorar a economia.

“Isso nunca foi, para mim, uma questão de princípio. O que eu quero saber é o resultado. Um Banco Central autônomo vai ser melhor? Vai melhorar a economia? Ótimo. Mas se não melhorar, nós temos que mudar”, declarou Lula, em entrevista à CNN Brasil.

“Eu não me preocupo com a autonomia do Banco Central. Vamos ver qual é a utilidade que a independência do Banco Central teve para este País. Se trouxe para o País uma coisa extraordinariamente positiva, não tem problema nenhum”, emendou o presidente, ao dizer que o BC tem compromisso com a sociedade e com o Congresso.

Nos últimos dias, a autonomia do BC, aprovada pelo Legislativo em 2021, foi defendida pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O senador Vanderlan Cardoso (PSD-MG), que será o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, jantou na noite de ontem com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e também reiterou o apoio à autoridade monetária.